Polícia investiga furto de R$ 70 mil em perucas em Madureira, na Zona Norte do RioArquivo pessoal

Rio - A Polícia Civil investiga o furto à uma loja especializada em perucas de cabelo humano, localizada na Estrada do Portela, em Madureira, Zona Norte do Rio. A dupla, que ainda não foi localizada, levou muitas mercadorias, causando um prejuízo de mais de R$ 70 mil.
A corporação informou que a investigação está em andamento na 29ª DP (Madureira). Agentes realizam diligências para apurar os fatos.
Imagens de uma câmera de segurança mostraram um idoso e um homem mais jovem arrombando a porta do estabelecimento, na madrugada da última quarta-feira (15). Os dois usaram bonés e tentaram cobrir o rosto. Em seguida, furtaram os produtos e saíram da loja carregando uma bolsa lotada.
Através das redes sociais, o dono do estabelecimento, Anderson Santos, fez um apelo para localizar a dupla e recuperar os materiais. O comerciante relatou que os dois foram à loja antes da ação criminosa, na tarde de terça (14).
"Por volta de 13h, o homem mais novo veio trazendo o mais velho, quando o homem mais velho me pediu um cartão de visita. Quando foi mais tarde, por volta de 0h, os dois adentraram pelo corredor, arrombaram a minha porta e entraram", iniciou ele.
"E aí entrou e me roubou R$ 70 mil de mercadoria, aonde a mercadoria é consignada, eu não tenho condição de pagar, não tenho condição de comprar mais mercadoria. Sou pai e mãe de família, não tenho como trabalhar, não tenho outra profissão, a minha vista está ruim, entendeu? Então eu peço a vocês que me ajudem para achar esses elementos, para achar minha mercadoria, para eu voltar a trabalhar, porque a única coisa que eu sei fazer é costurar e prender cabelo. Eu agradeço a todos", afirmou.
Ao O DIA, o comerciante destacou que um dos homens estava falando ao celular durante o furto, o que indica que alguém próximo, possivelmente uma mulher, pode ter passado informações para os criminosos. Eles, inclusive, sabiam onde estavam as câmeras de segurança do estabelecimento.
"O mais novo, a todo momento, estava no telefone e dá para ouvir uma voz de mulher. Quando eles entram na loja, ouve-se voz de mulher. Não é uma voz muito nítida, porque os ferrinhos do cabelo estavam batendo na bolsa. A vizinhança ouviu voz de mulher, ou seja, tinha uma mulher passando a visão, passando o espaço para ele. Quando ele entrou, já foi direto onde ficava o meu armazenamento interno das câmeras. E dá a entender que a pessoa que deu [informações] possa ser próxima", disse Santos.