Vídeos mostram jovens quebrando janelas de ônibus lotados em pontos de embarque na Avenida AtlânticaReprodução/Redes sociais

Rio - Quatro adolescentes foram apreendidos, na tarde desta quarta-feira (22), suspeitos de participar de furtos contra banhistas em Copacabana, Zona Sul. Eles foram detidos um dia após tumultos serem registrados na saída das praias da região. 
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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram jovens quebrando janelas de ônibus lotados em pontos de embarque na Avenida Atlântica. Em uma das gravações, passageiros deixam um coletivo pelas janelas após a depredação. Em outra, agentes do Segurança Presente utilizam spray de pimenta para conter o tumulto e dispersar grupos que cercavam os veículos.
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Segundo a Polícia Militar, as equipes estavam posicionadas entre as ruas Raul Pompéia e Francisco Otaviano quando identificaram o grupo suspeito. Os quatro jovens foram reconhecidos por uma turista australiana, que relatou ter sido vítima do furto de um cordão e de um telefone celular. Eles foram encaminhados para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, onde o caso foi registrado.

Os novos episódios acontecem menos de 24 horas após a correria e os relatos de furtos registrados na noite de terça-feira (21) na região do Arpoador e de Copacabana. Na ocasião, banhistas relataram a ação de grupos que deixaram a faixa de areia e seguiram pelas ruas do entorno praticando furtos. Embora a PM tenha informado que não houve confirmação de arrastão, o policiamento foi reforçado ao longo da orla e em vias de grande circulação.

A Operação Praia segue com efetivo ampliado em Copacabana, Ipanema e Arpoador para prevenir furtos, roubos e atos de vandalismo durante os dias de calor e maior movimento nas praias da cidade.
Sobre os ônibus vandalizados, a Rio Ônibus por meio de nota informou que repudia veementemente o que chama de "atos de vandalismo contra os ônibus, como a depredação de janelas e a prática de 'surfar' sobre os coletivos". Diz ainda que  "Esses comportamentos, além de serem criminosos, colocam em risco a vida de passageiros, rodoviários e dos próprios vândalos".
A nota afirma que o caso gerou prejuízo financeiro de R$ 30 mil, afetando diretamente a rotina dos passageiros que dependem das linhas.
"O prejuízo mensal causado por esses ataques ao patrimônio público ultrapassa R$ 2 milhões, valor que poderia ser investido em melhorias no transporte público", acrescentou.