Material apreendido durante a operação contra a organização criminosaReginaldo Pimenta / Agência O Dia
O principal alvo da operação foi o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como responsável por viabilizar a entrada dos materiais ilícitos nas unidades prisionais. Também foram presas Isadora Cristina Moraes da Silva e Larissa da Silva Santiago.
A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Penal (SIPP).
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes. O esquema envolveria visitantes cadastradas, colaboradores externos e o policial penal investigado, que, de acordo com a corporação, utilizava a estrutura do sistema penitenciário para facilitar a entrada de drogas, celulares e acessórios destinados a presos ligados a organizações criminosas.
A apuração começou após uma tentativa frustrada de introdução de uma grande quantidade de drogas, aparelhos celulares e acessórios em uma unidade prisional. A partir do caso, policiais civis e penais realizaram um trabalho conjunto de inteligência, que incluiu análise de imagens de câmeras de segurança, diligências, cruzamento de dados e investigação financeira. O material permitiu identificar a atuação dos suspeitos e reconstruir a dinâmica do esquema.
Ainda conforme a investigação, um Relatório de Inteligência Financeira apontou movimentações incompatíveis com a renda do policial penal investigado. Segundo a Polícia Civil, Wagner Jardim Dias recebeu R$ 259.600,14 em transferências sem justificativa econômica aparente em um curto período, além de outras operações consideradas relevantes para a apuração.
Com base nas provas reunidas, a 1ª Vara das Garantias da Capital autorizou o cumprimento das prisões temporárias e dos mandados de busca e apreensão. De acordo com a decisão judicial, as medidas são necessárias para evitar destruição de provas, interferência entre os investigados e permitir a identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
As investigações prosseguem para esclarecer a atuação do grupo e identificar outros envolvidos no esquema.






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