Presos foram encaminhados a 12ªDP (Copacabana)Divulgação

Rio - A Polícia Civil prendeu Juan do Nascimento Silva e Alexsandro Cosmo Nunes, envolvidos no incêndio criminoso de um carro da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), ocorrido no dia 23 de julho, em Copacabana, na Zona Sul. As investigações identificaram um esquema articulado para promover ataques em represália às ações de ordenamento urbano na orla da cidade.
Na ocasião, imagens divulgadas pelo prefeito Eduardo Cavaliere mostraram o veículo estacionado em frente à Praça Serzedelo Corrêa no momento em que um clarão aparece abaixo dele.

As prisões foram realizadas por equipes da 12ª DP (Copacabana) em conjunto com a Polícia Militar. Segundo a especializada, por meio de cruzamento de dados de inteligência e análise minuciosa das imagens de câmeras de monitoramento, foi feito o rastreamento da movimentação de um grupo de cinco homens em quatro bicicletas elétricas, que deixaram a comunidade Pavão-Pavãozinho, por volta das 19h39 no dia do crime, e seguiram até a Rua Hilário de Gouveia, onde a viatura estava estacionada.

As imagens registraram o momento em que Juan aguardou a saída de uma van da Guarda Municipal e ateou fogo no veículo. Durante a fuga, ele ainda trocou de roupa para tentar dificultar sua identificação. No local, os policiais apreenderam uma garrafa com combustível, encaminhada para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

Com o avanço das investigações, os agentes localizaram e prenderam o autor do incêndio na última quinta-feira (30). Enquanto o comparsa, Alexsandro, foi preso no dia seguinte, na Praia de Copacabana, após depoimento de Juan.
Na delegacia, o executor confessou o crime e revelou que recebeu R$ 50 de Fernando dos Santos Feliciano, conhecido como "Gordinho", para atear fogo na viatura. Ele revelou ainda que o mandante forneceu o combustível e as instruções para o ataque, e que Alexsandro o levou até o local do crime.

Segundo o Juan, o grupo planejava novos ataques em resposta às operações de fiscalização da Seop contra o comércio irregular na orla.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil pediu a prisão temporária de Fernando, que é considerado foragido. Ele possui extenso histórico criminal, com anotações por estelionato, falsificação de documento particular e receptação, registradas em 2021, quando foi preso em flagrante, além de desacato (2023) e lesão corporal (2024).

Juan, por sua vez, tem anotações desde a adolescência, por furto e roubo a estabelecimento comercial e celular em diversas ocasiões, corrupção de menores, receptação, resistência e desacato, tendo sido detido em flagrante e preventivamente 12 vezes entre 2014 e 2023. Enquanto Alexsandro não possui passagens pela polícia.

As investigações continuam para localizar o mentor intelectual do ataque e desarticular todo o esquema criminoso.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. O espaço está aberto para eventuais manifestações.