João Drumond é vice-presidente da Imperatriz LeopoldinenseNelson Malfacini/Divulgação
De acordo com a ação, o MPE sustenta que existem elementos que indicariam a utilização de estruturas ligadas à Imperatriz Leopoldinense e a projetos sociais para ampliar a projeção política do candidato na Zona Norte. O órgão também cita relatórios de inteligência que apontariam aproximações entre João Drumond e lideranças comunitárias em áreas dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho.
Entre os pontos destacados pelo Ministério Público está a relação política com uma pré-candidata a deputada federal, mulher de um homem apontado como integrante da facção e foragido da Justiça.
Segundo o MPE, a manifestação foi fundamentada em informações produzidas pela Coordenadoria de Inteligência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Caso a Justiça Eleitoral acolha o pedido, João Drumond poderá ficar impedido de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Estreante em eleições, o candidato é empresário, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e diretor financeiro da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). No registro de candidatura apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou patrimônio de R$ 875 mil.
Candidato contesta acusações
Em nota para a imprensa, João Drumond classificou a ação como “caluniosa” e afirmou confiar que a Justiça Eleitoral rejeitará as alegações apresentadas pelo Ministério Público.
O candidato declarou que nunca participou do jogo do bicho nem manteve qualquer vínculo com facções criminosas ou organizações ilegais. Segundo ele, as acusações são baseadas em narrativas sem provas e serão esclarecidas durante a tramitação do processo.

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