Pelas novas regras, a operadora do sistema Jaé, atual plataforma oficial de bilhetagem digital do município, será obrigada a disponibilizar a modalidade de pagamento diretamente nas catracas.
"A Secretaria Municipal de Transportes iniciou, nesta segunda-feira (14), uma fase de teste no Terminal Intermodal Gentileza (TIG) para o pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito das bandeiras Visa e Mastercard. A partir da próxima segunda-feira (21), o passageiro poderá utilizar o cartão de débito para pagar a sua passagem por aproximação nos validadores do Jaé nas catracas do BRT e do VLT, no TIG. A medida faz parte do processo de modernização da bilhetagem eletrônica municipal e amplia as opções de pagamento disponíveis aos passageiros. A nova modalidade facilita especialmente o acesso ao sistema para passageiros eventuais e visitantes da cidade", disse a SMTR em nota.
No caso das operações realizadas na função débito, não poderá haver qualquer cobrança adicional. Já para pagamentos na função crédito, a Prefeitura autorizou a cobrança de um valor extra de até R$ 0,30 por viagem, destinado exclusivamente aos custos de intermediação financeira da operação.
A pasta também informou que a taxa não será repassada aos usuários. "O pagamento com cartão de crédito está sendo avaliado, devido ao custo de R$ 0,30, por viagem, cobrado pelas operadoras e instituições financeiras, para o custeio da intermediação e do processamento. O passageiro da cidade do Rio não pagará esse valor. A Prefeitura do Rio analisa a forma como esse custo será absorvido na implantação desta nova modalidade do pagamento", explicou.
A principal mudança para os passageiros, no entanto, está relacionada às integrações tarifárias. Quem optar pelo pagamento diretamente com cartão bancário fará uma viagem unitária e não terá acesso aos benefícios do Bilhete Único Carioca (BUC), do Bilhete Único Margaridas (BUM) ou de outras modalidades de integração atualmente oferecidas pelo sistema municipal.
Na prática, passageiros que utilizam mais de um meio de transporte poderão pagar mais caro caso escolham usar o cartão bancário diretamente no validador em vez do Jaé.
A resolução também determina que a operadora realize ampla divulgação das regras, informando aos usuários os valores praticados para pagamentos em crédito e débito, além da ausência do direito às integrações quando a viagem for paga com cartão bancário.
Desde junho de 2026, os ônibus municipais deixaram de aceitar pagamento em dinheiro a bordo. A Prefeitura informou na época que cerca de 95% das viagens já eram pagas por meios eletrônicos e que apenas 5% dos passageiros utilizavam espécie. O dinheiro, no entanto, continua podendo ser usado para compra e recarga dos cartões Jaé em pontos físicos de atendimento.
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