Polícia Civil atua nos acessos à comunidade São João, no Engenho Novofotos Reginaldo Pimenta

Moradores da comunidade São João, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, viveram momentos de tensão nesta terça-feira (15) durante um intenso tiroteio em uma operação policial que resultou na prisão de sete criminosos, além de ter uma casa atingida por disparos. A ação mobilizou equipes das polícias Civil e Militar.
De acordo com a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) realizavam diligências na região quando foram encurralados por criminosos. Policiais que faziam uma operação no Complexo do Lins se dirigiram ao local para prestar apoio.

Ainda segundo a Polícia Civil, a ação resultou na prisão de sete criminosos, dos quais dois foram autuados em flagrante e cinco por ordens judiciais, incluindo quatro que já se encontravam encarcerados. 

Segundo a Polícia Militar, criminosos também atacaram equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, que patrulhavam a Rua Abatira, um dos acessos à comunidade. Durante o patrulhamento, foram registrados intensos tiroteios.
Na Rua Abatira, um casa foi atingida por diversos disparos. Ao O DIA, a moradora relatou os momentos de terror.
"Não sei de onde veio. Só sei que fiquei apavorada. Só escutei o barulho forte na minha porta e na minha janela. Estou em estado de choque, muito nervosa. Eu só ganho R$ 600, não tenho dinheiro para comprar uma porta. Vou ter que chamar o pedreiro porque o teto está todo furado. Vai chover lá nos quartos em cima. Não tem quatro meses que chamei o pedreiro endireitou o telhado", comentou.
Até o momento, não há registro de presos ou feridos.
Operação contra roubos de veículos
Ainda nesta terça-feira (15), a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) realizou uma operação para prender integrantes do Comando Vermelho envolvidos em roubos de veículos. Equipes cumpriram 16 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão no Complexo do Lins e no Grande Méier.

Com as prisões realizadas na ação, o balanço de operações das forças de segurança somava mais de 400 capturados e outros 139 criminosos neutralizados em confronto. Na contabilização geral de apreensões, foram recolhidas cerca de 492 armas (incluindo 200 fuzis) e mais de 51 mil munições.

Entre os detidos esteve Victor Hugo Martins Rocha, conhecido como Puma. De acordo com as investigações da Polícia Civil, ele era apontado como um dos responsáveis por receber os automóveis roubados e enviá-los para outros estados.

"Começamos as investigações e conseguimos entender o modus operandi desse grupo que praticava roubos e subtraía telefones e pertences das vítimas, obrigando-as a fornecer a senha para transferências financeiras. Além do lucro com os automóveis adulterados e revendidos, eles pulverizavam os valores em contas de 'laranjas'", explicou a delegada Luciana Ribeiro.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam armas, munições, aparelhos eletrônicos, documentos, cartões bancários, veículos e componentes automotivos para prosseguimento dos inquéritos.