Cemitério de Inhaúma, na zona norte do RioGoogle Street View/Reprodução
O clima era de profunda tristeza. Choros, abraços e palavras de conforto marcaram a despedida do menino, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A morte da criança provocou grande repercussão nas redes sociais desde o último domingo (13), quando ele desapareceu após sair de casa. Segundo relatos divulgados por familiares, o menino não foi mais visto e mobilizou buscas na região. Horas depois, ele foi encontrado boiando no Rio Guandu.
A criança chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) João XXIII, em Santa Cruz, mas não resistiu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande antes de ser liberado para o sepultamento.
Nas redes sociais, diversas mensagens de solidariedade foram publicadas desde a confirmação da morte. O pai da criança descreveu o filho como um menino amoroso e especial. Já a mãe compartilhou homenagens emocionadas e recebeu manifestações de apoio de amigos e conhecidos. Internautas também lembraram da luta diária da família para garantir o bem-estar da criança e destacaram o cuidado dedicado a ele ao longo da vida.
Segundo relatos de pessoas próximas, a mãe já havia enfrentado anteriormente a perda de uma filha ainda bebê, o que aumentou a comoção entre familiares e amigos presentes na despedida.
As circunstâncias do afogamento ainda são investigadas pela 36ª DP (Santa Cruz). A Polícia Civil informou que diligências seguem em andamento para esclarecer como a criança chegou ao rio e de que forma ocorreu o acidente.
Após o velório, o corpo do menino foi sepultado sob aplausos e homenagens. Muito emocionados, parentes e amigos acompanharam o cortejo final, em uma despedida marcada pela dor e pela saudade.

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