A militar Tayana Rangel Cardeal e o amigo Davidson Vasconcellos Reprodução/Redes sociais

O Tribunal de Justiça do Rio marcou para 23 de fevereiro de 2027 a primeira audiência de instrução e julgamento do processo contra a sargento da Marinha Tayana Rangel Cardeal. Ela responde pela morte do empresário e amigo Davidson Vasconcellos, durante uma festa de 15 anos no bairro do Campinho, na Zona Norte do Rio. A arma usada no crime pertencia ao marido dela, um policial militar.
Tayana chegou a ser presa no dia 24 de maio deste ano, quando o crime aconteceu, mas aguarda o julgamento em liberdade desde 12 de junho e cumpre medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo. Ela também está proibida de manter contato com as testemunhas do caso, com exceção do marido.

Ao O DIA, uma pessoa próxima a Davidson Vasconcellos, que pediu para não ser identificada por questões de segurança, afirmou que a família está extremamente abalada com o que considera uma demora excessiva do Judiciário para a realização da primeira audiência, enquanto a ré permanece em liberdade provisória.
"A espera pelo julgamento tem sido uma das partes mais difíceis de tudo o que estamos vivendo. Desde a morte do Davidson, parece que o tempo passou, mas a dor ficou. Cada dia que passa é mais um dia sem ele, e agora também é mais um dia esperando por um momento que sabemos que será muito difícil para todos nós. Para a família, não é simplesmente esperar por uma data no calendário. É esperar por um momento que pode trazer respostas para tantas perguntas que ficaram e que pode representar um passo importante para conseguirmos seguir em frente", disse. 
Ainda segundo a pessoa próxima da vítima, espera-se que o resultado do julgamento dê alívio para a família. "Nós sabemos que o julgamento não vai trazer o Davidson de volta. Nada vai preencher o vazio que ele deixou. Mas esperamos que esse dia possa trazer algum alívio para uma família que vive diariamente com a ausência dele. Por isso, aguardamos o julgamento com o coração apertado. Queremos que tudo seja analisado com seriedade e que a Justiça cumpra o seu papel", finalizou.
A reportagem de O DIA procurou, às 15h41 deste domingo (20), a defesa de Tayana Rangel. Até o momento, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Relembre o caso

De acordo com testemunhas, Tayana e Davidson eram amigos há 30 anos e estavam com familiares e outros amigos em uma festa de debutante. Já no final da celebração, a sargento e o marido se desentenderam. O empresário, então, separou a briga. Em seguida, a militar saiu do local e retornou armada, baleando a vítima. A filha de Davidson estava presente na festa e testemunhou o crime.

Tayana foi autuada em flagrante pelo crime de homicídio. O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).