De acordo com a Polícia Civil, Luciano é o quinto integrante do grupo detido durante a investigaçãoReprodução/Polícia Civil

Policiais civis da 1ª DP (Praça Mauá) prenderam Luciano Melo de Carvalho, apontado como suspeito de ser um dos líderes da organização criminosa responsável por aplicar golpes contra consumidores na região do Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro. A captura ocorreu na segunda-feira (21) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, Luciano é o quinto integrante do grupo detido durante a investigação, que busca desarticular uma estrutura criminosa especializada em estelionatos praticados de forma organizada. As apurações indicam que ele exercia função de destaque dentro da quadrilha, participando diretamente da execução e coordenação das fraudes.

Segundo os investigadores, o suspeito atuava principalmente no golpe em que integrantes da organização se passavam por vendedores ou gerentes de grandes redes varejistas para atrair vítimas com ofertas de produtos eletrônicos e eletrodomésticos por valores abaixo dos praticados no mercado.

As negociações eram realizadas pela internet e, posteriormente, os compradores eram orientados a comparecer a estabelecimentos comerciais da Rua Uruguaiana para retirar os produtos. No local, após receber os pagamentos, geralmente feitos por pix, os golpistas simulavam buscar a mercadoria e deixavam o estabelecimento por uma saída alternativa, desaparecendo sem entregar o item negociado.

Luciano possui mais de 30 registros de passagem pelo sistema policial e havia deixado o sistema prisional há menos de dois meses. Após o cumprimento das formalidades legais, ele segue preso.

As investigações prosseguem para localizar outros suspeitos, aprofundar a apuração de novas fraudes e desarticular completamente a estrutura da organização criminosa.

Prisão em 2025

O esquema ganhou notoriedade em agosto de 2025, quando agentes da 1ª DP prenderam em flagrante outro integrante da quadrilha dentro de uma loja na Uruguaiana. Na ocasião, a investigação revelou que a quadrilha utilizava o movimento intenso do comércio popular para dar aparência de legalidade às transações fraudulentas.

Desde então, o trabalho de inteligência permitiu identificar outros envolvidos e mapear diferentes núcleos da organização. Segundo a Polícia Civil, a atuação não se limitava aos executores dos golpes, alcançando também integrantes responsáveis pela logística, movimentação financeira e planejamento das ações criminosas.
A reportagem de O DIA tenta contatar a defesa de Luciano Melo de Carvalho. O espaço segue aberto para posicionamentos.