Brendo da Conceição Gonçalves e apontado pela PM como liderança do Morro do Palácio Divulgação PMRJ

Brendo da Conceição Gonçalves, 29 anos, apontado pela Polícia Militar como liderança do Morro do Palácio e procurado pela Justiça, foi preso nesta quarta-feira (23) durante uma ação no Morro do Estado, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Conhecido como "Bofinho", ele era alvo de um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Niterói.
Segundo a Polícia Militar, equipes do 12º BPM (Niterói) localizaram o suspeito após receberem informações de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Antes, os policiais participaram de uma operação conjunta com a Prefeitura no Morro do Palácio e seguiram até um endereço ligado ao investigado, mas não o encontraram.

Ainda conforme a corporação, Bofinho é apontado pelo setor de inteligência como aliado e homem de confiança de Anderson de Souza Leite, vulgo “Bozo”, que atua no Morro do Palácio. Segundo a PM, Bozo é foragido da Justiça e acumula 23 anotações criminais por homicídio qualificado, homicídio simples e tráfico de drogas, entre outros crimes. O suspeito foi levado para a 76ª DP (Centro), onde o mandado de prisão foi cumprido.

De acordo com o registro policial, Bofinho possui duas anotações por violência doméstica contra a mulher e uma por tráfico de drogas.
Em nota enviada ao DIA, nesta sexta-feira (25), a advogada Luiza Souza, que defende Brendo, se posicionou em relação ao caso. 
Confira na íntegra:
"A defesa de Brendo da Conceição Gonçalves, esclarece que a prisão de Brendo foi decretada única e exclusivamente com fundamento em um reconhecimento fotográfico realizado a seis anos atrás em uma delegacia. 
Durante seis anos, diversas diligências foram realizadas com o objetivo de apurar os fatos e buscar elementos probatórios adicionais. Contudo, não foram produzidos, até o momento, nenhum elemento concreto capaz de demonstrar qualquer participação de Brendo na prática delitiva que lhe é imputada e o motivo é simples: Porque não há.
A defesa também esclarece que em nenhum momento o Ministério Público atribuiu ao Brendo a condição de “liderança” do tráfico de drogas do morro do Palácio. Causa, portanto, estranheza que tal atribuição tenha sido feita por esse veículo de imprensa, conferindo ao acusado uma espécie de “cargo” que sequer consta na denúncia formulada pela própria acusação, especialmente considerando que o processo tramita sob segredo de justiça. 
Por fim, a defesa esclarece que Brendo nunca teve qualquer ligação com facção criminosa, sempre foi um cidadão trabalhador, com carteira assinada, que sempre cumpriu seus deveres. Sua prisão é apenas cautelar: não há condenação definitiva contra ele, e, como garante a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
A defesa confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo e seguirá adotando todas as medidas cabíveis para assegurar os direitos de Brendo".

Homem é executado em Itaboraí

Um homem de 45 anos foi morto a tiros, na manhã desta quarta-feira (23), em Manilha, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. A vítima foi identificada como Edvaldo Fernandes da Silva Júnior.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 35º BPM (Itaboraí) foram acionados para verificar uma ocorrência na Rua Alcedina Moura Emerich. No endereço, os PMs encontraram Edvaldo caído em via pública, com marcas de disparos de arma de fogo.
Uma equipe do quartel de Itaboraí do Corpo de Bombeiros foi chamada por volta das 11h40, mas, ao chegar ao local, e constatou o óbito. Pouco depois, a irmã da vítima esteve no endereço e fez o reconhecimento do corpo.

A área permaneceu preservada para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga a morte do homem. Os agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias do crime. Por volta das 13h38, o corpo acabou removido para o Instituto Médico Legal (IML).
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral