A direção do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Dr. Joaquim Pimenta, em Curicica, Zona Sudoeste do Rio, suspendeu as atividades externas na unidade, na manhã desta terça-feira (6), depois de um intenso tiroteio. Policiais militares entraram em confronto com criminosos próximo ao colégio.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) realizaram uma ação na comunidade Vila Sapê com o objetivo de reprimir a movimentação de criminosos envolvidos em disputas territoriais. Durante as buscas, as equipes se depararam com um grupo de homens, que atiraram em suas direções. Não houve registro de feridos.
A corporação informou que, após a troca de tiros, os suspeitos fugiram acessando o interior da escola, que fica na Rua Vila Aurora. Diante disso, os militares realizaram um cerco tático na área com o objetivo de prender os envolvidos.
A PM ressaltou que os agentes procuraram, mas não encontraram nenhum dos homens. O policiamento foi reforçado.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) negou o relato de invasão à escola. No entanto, afirmou que, em função da situação na região, a unidade adotou o protocolo de segurança elaborado em parceria com a Cruz Vermelha Internacional e suspendeu as atividades externas.
Violência em Curicica
No último dia 25, os irmãos Douglas Nogueira, de 26 anos, e C. N., 17, morreram baleados em um tiroteio em Curicica. Durante o sepultamento dos filhos, Tânia Nogueira fez um apelo por justiça e afirmou que eles não tinham qualquer ligação com atividades criminosas. Bastante emocionada, a mulher classificou o crime como uma "covardia" e cobrou uma apuração rigorosa das circunstâncias que levaram às mortes.
"Fizeram uma covardia com os dois. Eu espero que a justiça seja feita. Eu não posso fazer justiça, mas as autoridades podem. Meus filhos eram pessoas direitas, trabalhadoras. Nossa vida sempre foi trabalhar", disse.
Segundo Tânia, a família tinha uma lanchonete na região e os filhos ajudavam no negócio desde pequenos. Douglas trabalhava com entregas e divulgação do estabelecimento, enquanto Caio conciliava o estudo com as atividades da família.
A comerciante também comentou os rumores de que os irmãos teriam sido confundidos com integrantes da milícia por traficantes do Comando Vermelho, hipótese que circula entre moradores da região. Ela preferiu não apontar responsáveis, mas reforçou que cabe às autoridades esclarecer o caso.
"Eles foram confundidos. Cabe às autoridades fazer a investigação. Eu não posso ficar apontando ninguém. Moro em comunidade, preciso continuar trabalhando e levando meu sustento", afirmou.
No mesmo dia do crime, uma criança de 12 anos também teve a mochila atingida por um disparo na saída da escola, na Rua André Rocha, nas proximidades da Comunidade dos Dois Irmãos. Ainda na ação, outro homem, identificado como George de Lima Passos, de 60 anos, também ficou ferido.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso.
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