Coluna de fumaça assustou quem passava pelo localReprodução / Redes Sociais
De acordo com a corporação, houve acionamento do quartel de Copacabana por volta das 10h45 para a ocorrência, que às 11h30 já havia sido controlada. No local, as equipes atenderam um homem adulto que apresentava ferimentos leves. A identidade da vítima não foi divulgada.
A ocorrência aconteceu na lanchonete Lobel Lanches. Ao O DIA, o dono do estabelecimento explicou que o princípio de incêndio foi causado por uma fritadeira. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a grande coluna de fumaça que assustou quem passava pelo local.
Princípio de incêndio causa coluna de fumaça e assusta pedestres na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana Imagens: Reprodução/Redes Sociais https://t.co/fFuU5ACEiR
— Jornal O Dia (@jornalodia) October 15, 2026
Famílias da Ocupação Luiza Mahin recebem doações
Enquanto não recebem liberação para retornar ao local, as pessoas se abrigam na calçada e em um imóvel anexo ao edifício.
Nas redes sociais, o MLB pediu a ajuda da população com doações de alimentos, água e colchonetes. Neste domingo (11), populares entregaram às famílias galões de água, pães e roupas. As contribuições também podem ser feitas por PIX, utilizando o e-mail lutanosbairrosrj@gmail.com, divulgado pelo movimento.
A área do prédio foi interditada pela Defesa Civil Municipal. Agentes estiveram no local neste domingo para uma nova avaliação e mantiveram o prédio interditado. A assessoria do MLB informou que engenheiros de movimentos sociais se reuniram para chegar a um consenso justo e seguro para todos.
O incidente ocorreu por volta das 16h, na Rua Santa Alexandrina. Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes controlaram as chamas cerca de uma hora e meia depois. Não houve registro de vítimas.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça saindo de pavimentos superiores e fogo na parte interna do edifício. O prédio pertence à União e já foi usado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
A Ocupação Luiza Mahin começou em 7 de agosto deste ano, quando cerca de 100 famílias ligadas ao MLB passaram a viver no local. O movimento afirma que a iniciativa busca oferecer moradia a quem enfrenta dificuldades para pagar aluguel ou que não conseguem acesso a programas habitacionais.
Apesar de ser conhecido como antigo prédio do Inmetro, o imóvel não pertence ao instituto. De acordo com esclarecimento publicado pelo próprio órgão, o edifício era cedido para uso da instituição desde 1992 e foi devolvido à Secretaria do Patrimônio da União em 2022, que é a proprietária do espaço.
O edifício também esteve no centro de uma disputa judicial após a ocupação. Em agosto, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, sem autorizar a retirada imediata dos moradores. O Ministério Público Federal solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre episódios de ocupação e possíveis danos ao patrimônio.

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