Heliday Lima Dalabenete é motorista de aplicativo há 2 anos
Heliday Lima Dalabenete é motorista de aplicativo há 2 anosReprodução
Por Isabele Benito
“Das sete da manhã às sete da noite... E se precisar, a gente vara a madrugada!”

Voz de locutora e uma simpatia que falta a muita gente...

Heliday Lima Dalabenete é uma das milhares de brasileiras, mães e arrimos de famílias espalhadas por esse Brasil.

Por 12 anos, foi técnica de enfermagem. Saiu para ter o filho há 2 anos. Quando veio a pandemia e o marido ficou desempregado, ela recebeu oferta para voltar ao trabalho, mas na linha de frente, mãe de 4 filhos e asmática, preferiu o campo desconhecido das ruas do que enfrentar o risco iminente de contrair a doença.

Para sobreviver, alugou um carro e foi ser motorista de aplicativo.

“Eu imaginava os riscos, mas não tantos”.

Ama dirigir, conhece o Rio de ponta a ponta, mas à frente do volante, já passou por várias.

“Cruzei uma favela com traficante me escoltando e falando que se eu não tivesse com o pisca ligado, ele desconfiaria de ‘cana’ e teria passado o aço”.

Em outra situação, um playboy da zona sul pediu para que ela mudasse a rota e parasse na boca de fumo... Tudo para que ele cheirasse no banco de trás.

“Ele foi rude e como mulher era impossível de enfrentá-lo louco daquele jeito!”

E não para por aí... O último susto foi um tiroteio na Baixada!

Mas para ela, nada dá mais medo do que ter que desistir do sustento da casa. Isso porque se a prefeitura taxar os motoristas, a corrida que hoje já está muito baixa, vai ficar impossível de trabalhar.

Combustível cada vez mais caro, oferta grande e mais taxas, não vai compensar!

A única alternativa seria voltar para o hospital, mas só quando tudo isso passar. Até lá, essa mãezona vai continuar nas guerras da rua, para levar a comida para casa.
TÁ FEIO!
Moradores da comunidade das Pedrinhas, em Santa Cruz, reclamam do abandono do poder público
Moradores da comunidade das Pedrinhas, em Santa Cruz, reclamam do abandono do poder públicoReprodução
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No muro, tá lá o aviso... Mas a montanha de entulho é tão grande que pelo visto ninguém lê!
Olhem bem o estado da Rua Rocha Lima, na comunidade das Pedrinhas, em Santa Cruz. É lixo para tudo que é lado! E pra piorar, segundo os moradores, o canal que cruza a rua não recebe uma dragagem há um tempão.
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Detalhe: tudo pertinho de uma Clínica da Família!
"Fica essa montanha de lixo aí e ninguém vem recolher. Aí quando chove, tudo cai no rio e alaga... Fora o cheiro e os bichos que a gente tem que aguentar", conta uma moradora.
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Como é que pode viver assim? Ainda mais agora, onde higiene é primordial!
A coluna foi atrás da Comlurb, que informou que a limpeza nas Pedrinhas está normal, realizada regularmente 3 vezes por semana, porém o local é um ponto crítico de descarte irregular de entulho. Eles afirmaram que a remoção será feita mais uma vez.
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Procuramos também a Rio-Águas, que disse que vai realizar vistoria no canal, para avaliação dos serviços necessários.
Se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... É isso que a gente quer, mão na massa, e tenho dito!
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