Professor e escritor gonçalense Erick Bernardes empossa na ABLC

De São Gonçalo para o mundo, pelas mãos da literatura de cordel

Por O Dia

Mestre em Estudos Literários pela Uerj  e doutorando em Literatura Comparada pela UFF, Erick leciona Literatura e Redação para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio e é autor de livros sobre a história oral de São Gonçalo e Niterói
Mestre em Estudos Literários pela Uerj e doutorando em Literatura Comparada pela UFF, Erick leciona Literatura e Redação para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio e é autor de livros sobre a história oral de São Gonçalo e Niterói -
SÃO GONÇALO - Especialista na história de São Gonçalo, o professor e pesquisador Erick Bernardes assume no próximo dia 24 uma cadeira da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a ABLC, sediada no bairro carioca de Santa Tereza. A posse estava prevista para 15 de abril, mas foi adiada e agora reagendada devido à pandemia do novo coronavírus. 

Erick leciona Literatura e Redação para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. Mestre em Estudos Literários pela Faculdade de Formação de Professores da Uerj (FFP) e doutorando em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF), atualmente ele se preocupa em recuperar a história oral de São Gonçalo e Niterói por meio da literatura. Gonçalense com orgulho, ele já publicou Panapaná: contos sombrios e Cambada: crônicas de papa-goiabas. É prefaciador de livros, crítico literário e criador de folhetos de cordel sobre sua cidade natal em parceria com o poeta e amigo Zé Salvador, pelo qual Erick afirma ter uma gratidão eterna pelos ensinamentos que este mestre do cordel lhe proporcionou. Também colabora com o Jornal Daki e com a Revista Entre Poetas e Poesias, além de ser colunista e editor do periódico literário Araçá
No ano passado, além de se dedicar às crônicas e às palestras sobre sua cidade, Erick se aventurou a colaborar com argumentos para a produção de cordéis de Zé Salvador, fazendo também a revisão dos mesmos. Isso o levou a se aproximar do universo dessa literatura e também com a academia, onde assistiu a algumas plenárias e criou laços de amizade com os membros cordelistas. Até que seu nome foi cogitado para ingressar na entidade como membro pesquisador, por intermédio de Zé e também de outro a acadêmico, Erinaldo Santos. O nome do professor gonçalense foi votado e aprovado, além de convidado, em janeiro deste ano.
“Entrar para este seleto grupo é de uma relevância absurda, pois trata-se da única literatura genuinamente brasileira, reconhecida pelo Iphan como patrimônio imaterial. Eu sou apaixonado pela literatura de cordel e quando comecei a escrever as histórias de São Gonçalo, em parceria com o cordelista Zé Salvador, quem eu considero um gênio, passei a pesquisar mais e a paixão só foi aumentando. Hoje, meu doutorado é uma pesquisa voltada para Graciliano Ramos, mas com um dos braços de investigação voltado para a literatura de cordel", diz o novo acadêmico.
A ABLC foi fundada no dia 7 de setembro de 1988. Na diretoria, assim constituída, eram somente por três cordelistas: o presidente Gonçalo Ferreira da Silva, o vice Apolônio Alves dos Santos e o diretor cultural Hélio Dutra. Hoje o corpo acadêmico é composto de 40 cadeiras de membros efetivos, sendo que 25% delas podem ser ocupadas por pessoas não radicadas no Rio de Janeiro. Além dos acadêmicos, outros membros, não necessariamente cordelistas, são eleitos para formarem a equipe técnica. Historiadores, escritores, poetas e amantes do cordel podem ser eleitos para cargos de assessores e pesquisadores da instituição, cujo objetivo é a fomentação da cultura popular, além de elevar e disseminar a Literatura de Cordel no Brasil e no exterior.


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