Todas as histórias retratadas na série vieram de casos reais, mas uma foi especial e saiu do Heat-SG: a de uma mulher que chegou andando ao hospital com uma bala de fuzil alojada no coração - Divulgação
Todas as histórias retratadas na série vieram de casos reais, mas uma foi especial e saiu do Heat-SG: a de uma mulher que chegou andando ao hospital com uma bala de fuzil alojada no coraçãoDivulgação
Por O Dia
Publicado 14/10/2020 14:30 | Atualizado há 2 horas
SÃO GONÇALO - A temporada especial da série Sob Pressão - chamada de Plantão Covid em homenagem aos profissionais da saúde que atuam na pandemia - encerrou-se ontem (13) à noite, na Rede Globo, após gravações em estúdio cumprindo os protocolos sanitários exigidos pelo atual momento. Mas, embora baseado no livro Sob Pressão - A Rotina de Guerra de Um Médico Brasileiro, o Hospital Estadual Alberto Torres serviu de referência para a produção e foi um dos locais para realização de laboratório (período em que os protagonistas observam na prática o papel que terão de viver na ficção), além de inspirar pelo menos uma das histórias mais impactantes da série.
“O Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, é uma referência”, disse o diretor da série, o cineasta Jorge Furtado. No Heat, a atriz Marjorie Estiano fez laboratório para interpretar seu papel de cirurgiã vascular. Durante o período de preparação, ela acompanhou as emergências na unidade gonçalense e também no Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, e ficou impressionada com a rotina da saúde pública brasileira, assim como a entrega dos profissionais da área. "O médico é um super-herói, pois não tem recurso nenhum para trabalhar. Ver aquilo no dia a dia é muito mais mobilizador, afeta muito mais do que quando você lê a respeito", comentou a atriz.
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Todas as histórias que estão na série vieram de casos reais. Mas uma em especial – e considerada a mais incrível – saiu do Alberto Torres: a de uma mulher com uma bala de fuzil alojada no coração. "Aconteceu no Hospital Alberto Torres. Chegou uma mãe com uma criança de colo, que tinham ficado no meio de uma troca de tiros. Ela se virou e recebeu um tiro na região axilar, que entrou numa veia e foi migrando até o coração. A mulher chegou, de fato, andando até o hospital. É um caso extraordinário até para a gente, é difícil entender", relatou o autor do livro que deu origem à série, o cirurgião Márcio Maranhão.
A impressionante história de Apolônia, personagem interpretada pela atriz Zezé Motta na primeira temporada, que chega andando ao hospital com uma bala no coração, foi contada por um ex-chefe do cirurgião. "São histórias da vida e dos bastidores dos hospitais que inspiram a ficção e são verdadeiros show da vida e sucessos de audiência. Seus protagonistas – tanto da ficção e especialmente da vida real – merecem nossos aplausos", exclamou Furtado.