O empresário Mauro Braga foi o único preso durante a operação - Daniel Castelo Branco
O empresário Mauro Braga foi o único preso durante a operaçãoDaniel Castelo Branco
Por Eric Macedo
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizaram megaoperação contra fraudes em merendas de escolas estaduais na manhã desta sexta (26). A força-tarefa da Operação Prandium foi cumprir, ao todo, 64 mandados de busca e apreensão e um de prisão contra Mauro Della Libera Braga, responsável por uma das 10 empresas investigadas. Estima-se que o esquema obteve uma receita de R$ 50 milhões.
As investigações da operação mostram que havia ajuste prévio de preços e redirecionamento para empresas pertencentes à mesma pessoa. Orçamentos falsos também eram forjados. Alguns empresários foram flagrados pelos investigadores pagando propina para diretores de escolas. Segundo o Ministério Público do Rio, as fraudes continuaram mesmo durante a pandemia, desta vez, para a compra e distribuição de cestas básicas aos alunos.
Publicidade
O secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, afirmou, em entrevista ao Bom Dia Rio que no ano passado apresentou suspeitas do esquema à polícia. “Inclusive alguns diretores já haviam sido afastados”, acrescentou.
Publicidade
Corrupção
As investigações duraram cinco meses. O MPRJ afirma que empresários monitorados aliciaram e pagaram propina a diversos diretores de escolas e diretores regionais para que houvesse a escolha e compra dos bens.