Por ADRIANO ARAÚJO
Publicado 14/12/2017 18:36 | Atualizado 14/12/2017 21:59

Dois policiais militares do 21º (São João de Meriti), suspeitos de receberem propina para fazer vista grossa para a milícia que atua na Baixada Fluminense, foram presos ontem pela Divisão de Homicídios. Outros cinco mandados de prisão contra supostos integrantes da milícia na região também foram cumpridos.

Um dos líderes do grupo é o PM reformado Manoel Cabral Queiroz Júnior, o Cabral, que já foi candidato a vereador em São João de Meriti. Ele foi procurado na ação de ontem, mas não foi encontrado. Além dele, outros dois policiais, do 15º BPM (Caxias) e 21º BPM, Luciano Marques Lima da Silva e Luciano do Nascimento Mendes, estão com mandados de prisão em aberto.

O Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, denunciou 24 acusados de integrar a milícia que atua em São João, Caxias e Belford Roxo. De acordo com o MPRJ, o grupo atua extorquindo comerciantes em troca de segurança, além de praticar roubo de carros. Esses milicianos são conhecidos por executar inimigos e 'desfilar' com as vítimas algemadas pelas ruas.

Também foi oferecida denúncia na Auditoria Militar pela prática de corrupção passiva aos dois policiais presos do 21º BPM. Segundo as investigações, o pagamento de propina aos militares era feito, inclusive, em frente ao próprio batalhão da PM.

A denúncia faz parte da operação Fake Fireman (falso bombeiro, em inglês). Na primeira fase, em agosto, nove foram presos em flagrante. Um deles é Roquelande Rodrigues da Silva Júnior, o Bombeirinho, apontado como um dos líderes da milícia. Ele foi detido acusado de assassinar dois jovens, em maio do ano passado. Os meninos estavam com uma réplica de arma na mochila e foram algemados e expostos em uma rua de Belford Roxo para, depois, serem mortos a tiros na mata.

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