Carlos: vítima de homofobia - Reprodução Internet
Carlos: vítima de homofobiaReprodução Internet
Por JONATHAN FERREIRA

Rio - A crise financeira pode fazer com que o programa Rio Sem Homofobia, que atende 45 mil pessoas por ano, paralise as atividades.

A denúncia foi feita por profissionais que atuam nos quatro Centros de Cidadania LGBT (capital, Duque de Caxias, Niterói e Nova Friburgo). Os trabalhadores estão há três meses sem salários, inclusive o décimo terceiro. "Disseram que sairia antes do carnaval. Não sabemos se o programa irá continuar ou não", lamentou um funcionário, sem revelar o nome.

Quem já buscou apoio nos Centros de Cidadania lamenta. Depois de ter o filho assassinado, na Baixada Fluminense, Solange Marinho buscou apoio em uma das unidades do Rio Sem Homofobia e foi acolhida com apoio jurídico e psicológico.

O acusado pelo crime é Luan Ramirez de Assunção, de 21 anos, preso em agosto do ano passado. Está prevista para hoje uma audiência, no Fórum de Seropédica, para que o réu e a mãe da vítima sejam ouvidos. "Esse programa precisa continuar. Muitas pessoas, quando perdem um ente querido, como eu, precisam de acompanhamento psicológico", disse Simone.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos diz que o Rio Sem Homofobia será mantido e prevê quitar os salários de novembro e dezembro na primeira quinzena de fevereiro.

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