Mangueira levou protesto contra a prefeitura para a Sapucaí - Daniel Castelo Branco
Mangueira levou protesto contra a prefeitura para a SapucaíDaniel Castelo Branco
Por ADRIANA CRUZ

Rio - A Mangueira entrou firme na Avenida para protestar diretamente contra o prefeito Marcelo Crivella. Mas o maior embate foi entre o presidente da Verde e Rosa, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (Pode) e a secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, em plena Avenida.

Durante o desfile, quando a comissão de frente se apresentava próximo ao setor 11, Nilcemar enquadrou Chiquinho. "Eu sou Mangueira. Você tem que respeitar", afirmou com dedo em riste. Foi preciso a turma do deixa disso entrar em ação. Sem querer ir para o embate, Chiquinho se afastou.

"Ela quer que eu faça alguma coisa, mas não vou fazer. Ela não é neta de Cartola. É neta da Dona Zica", alfinetou Chiquinho.

Segundo Nilcemar, a abordagem agressiva era porque Chiquinho teria espalhado no mundo do samba que ela tinha responsabilidade no corte de verba da escola determinado pela Prefeitura. "Ele é um moleque. Não presta. Tem que saber que sou Mangueira", esbravejou a secretária.

Alheia a briga entre Chiquinho e Nilcemar, um dos destaques da agremiação, a cantora Alcione aprovou o protesto. "A Mangueira foi a única escola que falou sobre a situação. Não é questão de coragem, é um direito. É preciso respeito", afirmou.

Outra escola que também deu o seu recado no mundo político foi a Paraíso do Tuiuti. A agremiação recontou a história da escravidão e criticou a reforma trabalhista aprovada a toque de caixa. "É um grito de liberdade. Somos escravos de carteira assinada", analisou Paulo Duplex, que veio como feitor na impactante comissão de frente que mostrava negros escravizando negros. O último carro representou um novo navio negreiro, com o presidente Michel Temer, transformado em 'Vampiro Neo Liberalista'. "Acho que nunca vou me aposentar' previu Carolina, que saiu na ala Guerreiros da CLT.

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