Subdiretor técnico de ordenamento da cidade, Carlos Cristo redobra o trabalho durante o Carnaval - Luciano Belford / Agencia O Dia
Subdiretor técnico de ordenamento da cidade, Carlos Cristo redobra o trabalho durante o CarnavalLuciano Belford / Agencia O Dia
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Anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Plano Integrado de Segurança Rio 2018 não foi ainda apresentado em detalhes aos cariocas, tampouco iniciado até a noite de ontem. Em visita ao jornal, na quarta-feira da semana passada, Jungmann disse que o plano daria um rumo para a Segurança no estado e começaria a ser implementado nesta segunda-feira.

Ontem, no entanto, a assessoria de comunicação do ministro informou que o plano está pronto, mas que tem de ser anunciado pelo governo estadual. Entre as medidas prometidas estavam pelo menos duas que seriam de responsabilidade da União: os bloqueios aéreo e marítimo contra a entrada de armas e drogas no estado. Ao ser questionada sobre o início destas ações, no entanto, a assessoria do ministro respondeu que não poderia informar uma data por causa do 'fator surpresa'. Segundo a assessoria, as Forças Armadas estariam prontas para atuar e as ações de fiscalização aérea e marítima poderiam começar "a qualquer momento".

Outra medida que foi mencionada pelo ministro foi o combate aos desvios de conduta e corrupção nas polícias, com a criação de uma corregedoria autônoma e integrada. Procurada, a Secretaria Estadual de Segurança, por sua vez, afirma apenas "que não há novidades" sobre o plano e que há três ações já anunciadas: patrulhamento reforçado em áreas turísticas, incremento do policiamento ostensivo contra roubos e o patrulhamento aéreo.

No último dia 25, os militares começaram a fazer abordagem a veículos em acessos a rodovias federais e em vias expressas do Rio de Janeiro. Entretanto, as ações são intermitentes. Na semana passada, Jungmann afirmou que "o sistema de Segurança Pública brasileiro está falido". Segundo ele, há problemas constitucionais, como a falta de destinação de recursos para a Segurança Pública e a centralização das ações de combate e prevenção ao crime nas mãos dos estados, aliviando a União desse compromisso.

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