As recordações da Era do Rádio

Mona Vilardo celebra cem anos de Dalva de Oliveira, cantando clássicos de seu repertório em musical

Por BRUNNA CONDINI

Conhecida como 'O Rouxinol Brasileiro', a cantora Dalva de Oliveira faria 100 anos em 5 de maio. Em homenagem ao centenário da artista, a cantora Mona Vilardo, atriz de musicais como 'Emilinha e Marlene - A Era do Rádio' e 'Agnaldo Rayol - Alma do Brasil', homenageia Dalva com o espetáculo 'Mona Canta Dalva', em cartaz até 12 de outubro no Teatro Maison de France, no Centro, às quartas e quintas, às 19h.

"Ela era uma mulher à frente do seu tempo. É muito gratificante levar um pouco da sua história e canções interpretadas com tanta coragem e amor para o público. Acho uma responsabilidade enorme falar dela, de quem sempre fui fã", diz Mona, que canta composições como 'Folha morta'e 'Ave Maria do Morro', com a benção da família de Dalva.

"Eles leram o roteiro que escrevi junto com a diretora Marcia do Valle, e deram permissão. O espetáculo é um viva à eterna Rainha da voz! Nossa grande cantora brasileira, que sempre terá minha admiração", se emociona.

A peça, além da nostalgia musical, traz para a cena, histórias sobre a vida e obra da rainha do rádio que integrou o 'Trio de Ouro', junto com Herivelto Martins (também ex-marido e pai de dois dos seus filhos), e Nilo Chagas, realizando mais de 400 gravações.

No texto algumas curiosidades como o fato da voz de Dalva estar em vários coros dos discos de Carmem Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves. Além disso, o roteiro traz a vida pessoal da artista, com muitos episódios tristes longe dos holofotes.

"Ela muitas vezes parecia cantar esses momentos. Foi uma grande cantora e uma grande mulher, que desafiou o seu tempo. Teve uma história de vida dura, perdeu a guarda dos filhos, saiu de casa para cantar e mostrou com sua música que tinha muito a dizer",destaca.

A diretora revela ainda, que a construção do roteiro se misturou à sua vida.

"Quando era adolescente, meus pais ouviam Dalva. Minha participação no roteiro e na direção tem um link afetivo. A personagem da avó na peça, é totalmente inspirada na minha mãe, que teria 80 anos hoje, e poderia ser avó da Mona", conta Marcia.

"Dalva era 'prafrentex', como se dizia", continua a diretora Marcia. "Hoje seria uma mulher empoderada. A paixão dela a movia o tempo todo. Escolhemos falar também da Dalva mulher, sem contar os barracos com o marido, e uma vida pregressa que todo mundo já falou. Queríamos exaltar essa mulher valente e talentosa. Uma mãe que se preocupava com os filhos, mas que tinha uma paixão: cantar. E fez de tudo para seguir a paixão dela e conseguiu".

Galeria de Fotos

Mona interpreta Dalva de Oliveira - e aparece ao lado da original na montagem abaixo Denise Bastos /divulgação
Pag 2 PEÇA CENTENÁRIO DALVA DE OLIVEIRA divulgação
Pag 2 caderno D 27 setembro - montagem enviada pela produção com Mona e Dalva de Oliveira - divulgação divulgação

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