200 novos carros para a polícia terão laterais e vidros blindados - FABIO MOTTA / ESTADÃO
200 novos carros para a polícia terão laterais e vidros blindadosFABIO MOTTA / ESTADÃO
Por O Dia

O clima é de escuridão na política vascaína, o que torna incerto o futuro em São Januário no início de 2018. Um dia após uma série de boatos tomarem conta do clube cruz-maltino, a sexta-feira foi de ataque e contra-ataque entre Julio Brant e Eurico Miranda.

Na quinta-feira, depois que a Justiça determinou que o Vasco retificasse a ata do pleito e o Conselho Deliberativo marcasse a sua eleição para definir o novo presidente até o dia 22, boatos começaram a circular nas redes sociais. As especulações davam conta de que teria acontecido um "feirão" no almoxarifado, com funcionários ganhando material esportivo, com uma venda informal para pessoas de fora. Havia ainda boatos de evasão de equipamentos do Cappres. 

No mesmo dia à tarde, São Januário ficou sem luz porque a Light cortou o fornecimento de energia da sede alegando deficiência técnica, "quando as instalações do cliente oferecem risco iminente de danos às pessoas, bens ou ao próprio sistema elétrico da companhia, o que pode afetar outros clientes".

Ontem, o dia começou com uma entrevista coletiva de Julio Brant, da chapa "Sempre Vasco", em que já falou como o novo presidente vascaíno, mesmo sem tomar posse. Com os votos da polêmica urna 7 sendo considerados inválidos, a sua chapa é a vencedora do pleito realizado em novembro, com a "Reconstruindo o Vasco", de Eurico Miranda, em segundo lugar. No Vasco, a eleição é indireta e somente uma reunião do Conselho Deliberativo determina o novo presidente.

"O dever me chamou. A situação nos obrigou. O que eu estou fazendo aqui agora é tirar o presidente e tomar o lugar dele. Vou falar como presidente para minimizar essa situação. Todas as decisões ratificaram a eleição", afirmou Julio Brant, que disse ainda ter feito um boletim de ocorrência para que as denúncias sobre objetos que teriam sido retirados de São Januário fossem apuradas.

Ele ainda prometeu rever as decisões da atual gestão de Eurico Miranda: "Estamos vendo venda de jogadores. Empresários estão sendo chamados para aumentar o salário dos jogadores da base por valores fora de mercado. Mostra o quão maldosa é a intenção. A preocupação não é pelo Vasco. Mas vamos trabalhar para reverter isso. Qualquer negociação vil, claramente prejudicial, será revertida". 

No fim da tarde, foi a vez de Eurico, que tem mandato até terça-feira, contra-atacar. "Vocês agora vão falar com o presidente do Vasco. Antes, falaram com um irresponsável. Tem que separar as coisas. Não gostaria de estar aqui, mas esse irresponsável, leviano... e mais outras coisas. Se pensa que me atingiu... não. Está denegrindo o Vasco. Lamento. Quando digo que é irresponsável... Atingiu o Vasco. Primeiro, eles que fomentam essas denúncias. Material do Vasco desviado, jogando no ar acusações fortes... Tenho mais de 600 funcionários, a maioria humildes. Acusados de vender material", disse Eurico. 

Ele ainda comentou os boatos que circularam na internet desde quarta-feira e anunciou que o clube estava divulgando um vídeo no seu site oficial mostrando como estava a sede: "O material do Caprres foi levado para o CT para que pudesse ser utilizado na preparação do time. Os jogadores não voltam para cá. Estamos fazendo a queixa-crime. Tem que prender quem faz isso indevidamente (acusações). O material está todo lá".

 

 

 

 

 

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