04/02/2018 - O Jornal o Dia e a Piraque em mais um Pira Run no Parque de Madureira. Foto: Luciano Belford / Agencia O Dia - fotos Luciano Belford / Agencia O Dia
04/02/2018 - O Jornal o Dia e a Piraque em mais um Pira Run no Parque de Madureira. Foto: Luciano Belford / Agencia O Diafotos Luciano Belford / Agencia O Dia
Por Bernardo Costa

Rio - As crianças disparavam na frente, empenhadas em cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Logo atrás, os pais vinham ofegantes, preocupados em registrar os melhores momentos no celular. As cenas de corujice explícita se repetiam em todas as provas da Pira Run, que aconteceu na manhã de ontem, no Parque Madureira, com realização de O DIA e patrocínio da Piraquê. O evento teve apoio da administração do parque e do Madureira Shopping, e reuniu mil crianças, entre 3 e 14 anos, para competições de corrida e atividades recreativas.

Já no clima do Carnaval, muitas crianças participaram das provas fantasiadas. Maria Eduarda, de 3 anos, correu com orelhinhas de coelho na cabeça. O adereço não atrapalhou. E ela chegou em primeiro na corrida de 50 metros. "Eu sabia que iria ganhar", disse a menina.

A confiança da pequena tinha um motivo. Maria Eduarda conhece bem a pista, pois costuma acompanhar o pai nas corridas pelo Parque Madureira. "Gosto de me exercitar aqui e ela sempre vem comigo. Às vezes, ela chega a correr um quilômetro do meu lado", disse o contador Eduardo Araújo, de 43 anos.

Na prova seguinte, foi a vez de Bryan Lima, de 3 anos, chegar em primeiro lugar. O menino corria compenetrado, com o olhar fixo na linha de chegada. "Usei a velocidade do Menino Gato", disse, referindo-se ao personagem do desenho animado PJ Masks.

Mas vencer não era o mais importante. E sim participar e se divertir, pois não faltavam brinquedos no Parque Madureira à disposição da garotada. Nicolas Ramos, de 7 anos, aproveitou todos. Na estrutura montada para o chute ao gol, ele perguntava ansioso: "Mãe, já está na hora da minha corrida?".

Mais tarde, o menino parecia frustado por não ter vencido a prova. "O importante é que você completou o percurso, filho", disse a mãe de Nicolas na tentativa de consolá-lo.

Mas não foi preciso tanto esforço, pois o menino logo se animou e saiu correndo para entrar na fila da parede de escalada. Arthur Lopes, de 5 anos, também estava na fila do brinquedo, e recebeu instruções do pai enquanto aguardava a sua vez. Deu certo, pois o menino chegou até o topo. "Aprendi com meu pai, que falou para eu fazer o movimento da aranha", disse o menino.

Todos os participantes ganharam medalha e lanches da Piraquê durante o evento, que recebeu elogios dos pais. "É uma chance para eles serem crianças de verdade, longe de celular ou videogame, e ainda desenvolverem a paixão pelo esporte desde cedo", comentou Mariana Antunes, que acompanhava a sobrinha Júlia, de 4 anos.

O Dia e a Piraquê em mais um Pira Run no Parque de Madureira - Luciano Belford / Agencia O Dia

A corrida ainda teve um totem para distribuição de protetor solar aos participantes. O dispositivo foi patenteado pela empresa Social & Soluções. A mães posicionavam as mãos abaixo do equipamento e o produto era liberado automaticamente.

"Achei muito boa a ideia. Eu saí de casa correndo e acabei esquecendo de passar o filtro solar nela. Sou super a favor do cuidado. É mais uma chance para mostrarmos às crianças a importância da proteção", disse a promotora de vendas Graciele Viveiros, de 32 anos, mãe de Ísis Viveiros, de 4.

À medida em que a manhã avançava, as mães formavam fila no totem. "Passei o protetor na minha filha antes de vir para cá. Mas já faz algumas horas e o mormaço está esquentando. Ele é perigoso", comentou a dona de casa Adriana Vicente, de 41 anos, mãe de Lívia Vicente, de 7.

Responsável pela empresa Social & Soluções, Higor Amaral destacou que a Pira Run foi a primeira corrida de rua que contou com a distribuição de protetor solar em totens. "É uma iniciativa inédita! Estamos felizes em apoiar o evento", disse o empresário.

O Dia e a Piraquê em mais um Pira Run no Parque de Madureira - Luciano Belford / Agencia O Dia

Depois da prova, hora de cair no samba

Depois de todas as provas, a pista de corrida do Parque Madureira virou uma verdadeira passarela do samba. Integrantes das escolas de samba mirins Pimpolho da Grande Rio, Império do Futuro e Golfinhos do Rio de Janeiro entraram em cena e fizeram bonito.

À frente do cortejo vinha o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio, formado pelos irmãos Arthur Duhan, de 14 anos, e Gabriela Duhan, de 9. Juliana Pires, 6, ainda arrumou fôlego para sambar depois da corrida. "Acho que gosto mais de correr do que de dançar".

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