VLT de Macaé será usado no ramal de Guapimirim

Secretaria de Transportes vai licitar em outubro a aquisição de mais sete VLTs para operarem no trecho Saracuruna-Magé. Previsão de entrega é para 2016

Por O Dia

Rio -  Já têm destino certo os dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) de Macaé que serão usados pela SuperVia, como O DIA antecipou no último domingo. O governo do estado informou ontem que os dois VLTs, com dois carros cada, vão começar a operar, até o final deste ano, no trecho Saracuruna-Magé, do ramal Guapimirim. As composições, adquiridas em 2009 pela Prefeitura de Macaé e que nunca circularam, foram cedidas ao estado em troca de R$ 15 milhões para obras no sistema viário do município do Norte Fluminense.

O estado informou ainda que vai licitar em outubro a aquisição de outros sete VLTs, que operarão no mesmo trecho até 2016. Os trens nesta parte são movidos a diesel, como os VLTs de Macaé, diferentemente dos trens da maior parte da malha ferroviária da SuperVia, que são elétricos. A compra dos sete VLTs, sendo três de dois carros e quatro de três, vai beneficiar passageiros dos ramais de Vila Inhomirim e de Guapimirim. A previsão é de que sejam investidos US$ 36,97 milhões, com financiamento do Banco Mundial.

De acordo com o governo estadual, o ramal de Vila Inhomirim atende, hoje, a 1.560 passageiros por hora. Com os novos carros, a expectativa é beneficiar 10,6 mil usuários no mesmo período. O ramal de Guapimirim, que atende atualmente 1.047 passageiros por hora, vai receber 7 mil pessoas.

“No momento, estamos fazendo a licitação para adquirir esses novos VLTs. Eles trarão mais agilidade, segurança e comodidade aos passageiros. Até 2007, estes ramais eram conhecidos como linhas 'fantasmas', por estarem abandonadas, com estações degradadas e trens sem condições de uso”, disse a secretária de Transportes, Tatiana Carius, por meio de nota.

Para o especialista em mobilidade da Uerj, Alexandre Rojas, porém, o custo deve ser muito alto para a perfeita adaptação do VLT de Macaé ao Rio. “O VLT foi criado para circular nos trilhos de lá e não na SuperVia. Para ser viável, deve haver uma grande transformação em tudo. Pode até funcionar, mas vai melhorar o quê? O impacto financeiro será enorme. É uma maluquice”, criticou.

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