Balonismo: Famílias, amigos e casais curtem o Rio de ângulos diferentes

Voos são feitos em Itaboraí e passaram a ser também opção diferente para casais selarem noivados e casamentos nas alturas

Por O Dia

Rio - Atividade que encanta desde o Século 18, o balonismo está virando nova paixão entre os amantes de aventuras e fazendo moradores e turistas nacionais e estrangeiros verem o Rio de Janeiro de ângulos inusitados. Os voos são feitos em Itaboraí e passaram a ser também opção diferente para casais selarem noivados e casamentos nas alturas. Segundo o piloto Antônio Lourenço, de 53 anos, nos últimos 12 meses, pelo menos 80 casais ficaram noivos em balões e 30 trocaram as alianças de casamento em pleno ar, a mil metros de altitude.

"Tá virando moda. O balonismo está, literalmente, em alta”, garante Lourenço, ressaltando que os passeios são feitos em todos os fins de semana e feriados. Os interessados podem se unir em grupos de até nove pessoas. Cada um desembolsa em torno de R$ 350, com direito a café da manhã no Hotel Ibis, parceiro do projeto, de onde partem os voos, que duram entre 40 minutos e uma hora, percorrendo entre cinco e sete quilômetros. Estas novas aventuras estão sendo garantidas pela Cometa Balonismo.

Voar em balões com a família e amigos virou a nova mania da estudante Fabiane Diniz. “É perfeito, emocionante e seguro”, garante Fabiane, uma das mais de 100 pessoas que voam mensalmente em balões na localidade. A febre do momento é a extensão de faixas com mensagens de otimismo, de felicitações ou de incentivos, no campo de pouso, para quem vai voar. “Vistas de cima e fotografadas, são uma recordação divina”, diz o dentista Paolo Nicolas Bueno.

João Vitor Barbosa Tavares%2C 24 anos%2C engenheiro de computação%2C e Juliana Cavalcante Dias%2C 23 anos%2C advogada. Ele a pediu em casamento no balãoReprodução

O engenheiro de computação João Vítor Tavares, de 24 anos, e a advogada Juliana Cavalcante Dias, de 23, de Nova Iguaçu, na Baixada, ficaram noivos num dos sete balões operados por Antônio Lourenço, no dia 5 de agosto do ano passado. Desde então, já fizeram outros dois passeios panorâmicos e decidiram que transformarão o equipamento num ‘altar voador’, no dia 14 de outubro.

Altar voador

“Levaremos o balão até um sítio, onde realizaremos a cerimônia, transformando-o em diversão também para os convidados”, conta João Vitor. “Unimos o útil ao agradável”, resume Juliana. Para noivados e casamentos, o pacote sai por R$ 1.650.

Balonismo virou tendência no RioArte O Dia

No site www.riovenhavoar.com.br, os interessados encontram orientações para marcar os chamados voos de instrução, como são definidos os passeios em balões.

Sensação de liberdade e emoção em pleno ar

Antônio Lourenço defende que o balonismo é uma divertida opção de lazer, já que a até mil metros de altitude, os passageiros podem observar e fotografar os cartões postais da região e até do Rio. “A sensação de liberdade e a emoção de estar próximo à natureza justificam a grande procura. Voamos ao sabor dos ventos. Mas obedecemos a todas as normas de segurança exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil”, ressalta Lourenço, que tem licença (brevê de piloto) da Anac. Ele lembra que balões são considerados aeronaves, com prefixos, inclusive.

No Rio, só há três pilotos profissionais em atividade. Entre eles, Lourenço. Em São Paulo, existem 180. No Brasil, a primeira tentativa de voo com um balão a ar quente, deu-se com o padre Bartolomeu de Gusmão, em 1709. O sacerdote teria realizado, sozinho, o primeiro voo. A história, porém, dá conta de que os irmãos franceses Joseph e Étinne Montgolfier foram os primeiros, em 1783, que realizaram testes com balões tripulados. O primeiro voo de balão tripulado no Brasil só ocorreu em 1885, quando Edouard Heilt sobrevoou por alguns segundos o Saco do Alferes, no Rio. Em 1987, foi fundada a Confederação Brasileira de Balonismo.

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