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ATILA1MAIARTE O DIA
Por Átila Nunes
O mais forte argumento usado para dizer que animais não têm alma é porque eles não têm inteligência, um dos atributos essenciais para a existência do espírito. Só que os animais agem demonstrando inteligência na forma de instintos. O instinto é uma inteligência sem raciocínio, que faculta aos animais certa liberdade de ação. E quando morrem? Há neles, algo que sobrevive ao corpo? A alma dos animais difere da alma dos humanos?
Vamos ao exemplo do cão. Quando ele morre fisicamente, isto é, desencarna, seu espírito é recebido por espíritos de humanos incumbidos de cuidá-los no mundo espiritual. Ele é curado de suas enfermidades (muito mais rápido que os humanos) e logo reencarna para animar novos seres. Alguns animais, como os cães, gatos, aves e cavalos, por suas características, servem ao homem também no mundo espiritual. Os espíritos dos animais no mundo espiritual ficam sob os cuidados dos espíritos dos humanos.

Depois da morte do animal, seu princípio inteligente é utilizado para animar novos seres. Os cães são auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral, que é uma região de sombras entre a dimensão material e a espiritual. Péra aí!0 Então, se os animais reencarnam, eles evoluem como nós, humanos? Os animais evoluem não exatamente como a gente. Eles evoluem por causa de forças alheias a sua vontade. Animais ainda não têm livre arbítrio igual aos humanos. Por isso, seu aprendizado depende de forças externas (humanas) à sua vontade. Animais aprendem com suas experiências.

Os animais evoluem dentre as espécies até se aproximarem do homem. E é pelo contato com o ser humano, que os animais irão fazer sua evolução para humanizar-se. Por isso, animais sentem dor e possuem sentimentos. Essa é razão espiritual porque deve-se combater tenazmente a crueldade com os animais. Eles têm consciência e sofrem. Não resta dúvida de que as estruturas nervosas ativadas no cérebro de um bicho assemelha-se às de um humano. Isso vale para os sentimentos de prazer, medo, dor e até piedade.

É imenso o sofrimento de um boi que está seguindo para o matadouro. É verdade que, minutos antes do golpe fatal, os bovinos derramem lágrimas de angústia. Os animais, assim como nós, possuem sistema nervoso que fornece informações. A dor, uma interpretação do sistema corporal, indica a presença de perigo ou risco para a sobrevivência.

A gente sabe, contudo, que todos os seres têm de passar pelo sofrimento, uma forma de desenvolvimento. À medida que os espíritos dos animais aumentam sua consciência pela dor, aumentam também sua condição de desenvolver sentimentos relacionados ao amor ao próximo, permitindo que entrem em outra faixa evolutiva: a dos humanos.

Um detalhe: como os animais reencarnam com certa rapidez, é possível que retornem para a mesma família. Os animais, principalmente os domésticos como cães e gatos, aprendem conosco, seus irmãos e professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências. É possível que retornem várias vezes ao mesmo lar. A reencarnação permite o reencontro afetivo entre animais e homens.

Como os animais evoluem, um dia eles se tornarão humanos, suas almas seguem uma lei progressiva como as almas humanas. Eles passarão, um dia, do reino animal para o reino humano. Eles se aproximam do homem através do contato com este. Esses irmãos menores aspiram ser homens e mulheres inteligentes e livres. Como salienta nosso irmão veterinário Ricardo Capuano, isso aumenta nossa responsabilidade. A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhes altera o equilíbrio espiritual. E não nos iludamos: a responsabilidade maior pela maldade que lhes causarmos cairá sobre aqueles que não souberam guiar os animais no caminho do amor de Deus.


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Maria de Lourdes Costa Barros zap final 70
Realmente os sonhos são avisos. Devemos prestar atenção nos sonhos! Li o seu artigo. Certos sonhos são avisos. Seis meses antes da minha mãe biológica falecer, sonhei com um homem que se apresentou com uma camisa, calça branca e sapatos brancos. Parecia ser um médico. Olhou para mim, levantou o braço e apontou com o dedo na direção do Céu para me mostrar um hospital; então, vi um hospital flutuando no espaço. Em seguida, apontou com o dedo na direção do chão para me mostrar os cabelos da minha mãe. Ele não disse nenhuma palavra. Interpretei e concluí que a minha mãe ia fazer a passagem e ser internada naquele hospital do mundo espiritual. No início de 2006, minha mãe me avisou que ia falecer no ano seguinte, em 2007. Ela pediu para que eu aceitasse sem sofrer, porque a hora dela estava próxima e foi determinada por Deus. Os guias dela também me avisaram. A minha mãe tinha uma ótima saúde, e, de repente, aos 86 anos, teve vários AVCs e faleceu.