Pensou em um carnaval lotado, politizado, agitado e animado? Você está em 1888
Cumcumbi fotografado na Rua da Quitanda, em 1868Christiano Junior
Por Thiago Gomide
As ruas do centro do Rio de Janeiro estavam tomadas por diferentes grupos, que aproveitavam o festejo para expor reivindicações e expressar culturas marginalizadas por parte da elite.
Fiz um vídeo mostrando fotos e pinturas desse período. Clique aqui para conhecer os detalhes.
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No carnaval de 1888, cucumbis, que eram grupos formados por foliões socialmente reconhecidos como negros, desfilavam suas crenças em religiões de matriz africana.
Era o candomblé e seus orixás pedindo passagem.
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Nas sacadas das casas da rua do Ouvidor, o lugar mais chique da então capital, madames e senhores aplaudiam a alegria.
Abolicionistas, como José do Patrocínio, subiam em palanques improvisados para expressarem a necessidade do fim da escravidão.
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Era mais uma forma de pressionar o Império.
Deu certo.
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Como sabemos, no dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea no Paço Imperial, pertinho da rua do Ouvidor.
A comemoração da assinatura pareceu um Carnaval fora de época.
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Quer saber mais?
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Um dos grandes especialistas nesse tema é o professor Eric Brasil, doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense.