Seguros para riscos pessoais tiveram alta de 9,4% em 2018

Contratações chegaram a R$ 41,4 bilhões no ano passado, segundo dados da FenaPrevi. Esse tipo de apólice inclui seguro de vida, de acidentes pessoais e prestamista

Por Herculano Barreto Filho

Seguro de vida
Seguro de vida -

Rio - As contratações de seguros para riscos pessoais chegaram a R$ 41,4 bilhões no ano passado. Uma alta de 9,4% em comparação ao ano anterior, que registrou R$ 37,9 bilhões. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

O seguro de vida representa a maior fatiados valores pagos pelos clientes, com 39% da arrecadação. "Os seguros de pessoas são instrumentos importantes de proteção social e ajudam a preservar as conquistas materiais e financeiras das famílias", explica Jorge Nasser, presidente eleito da FenaPrevi para o triênio 2019-2021.

O seguro prestamista, feito para garantir o pagamento de prestações ou quitação de saldo devedor, representa 30% do setor.A modalidade movimentou R$ 11,3 bilhões em 2018, crescimento de 19% em comparação aos R$ 9,5 bilhõesde 2017. "A retomada do crédito e melhora das vendas no varejo impulsionaram esta modalidade de seguros", observa Nasser.Segundo a FenaPrevi, o seguro de acidentes pessoaistem a terceira maior representatividade do setor, com índice de 15%.

SEGURO RESIDENCIAL

O seguro residencial no Brasil também cresceu. Em 2018, cerca de R$ 3 bilhões foram pagos por segurados para fazer a apólice, alta de 12,8% em comparação ao ano anterior. Um dos principais atrativos do produto é o baixo custo. Com menos de R$ 300 por ano, é possível proteger a casa ou o apartamento contra incêndio, queda de raio e explosão pela proteção básica.

Também existem coberturas mais amplas que cuidam de problemas diferentes, como desmoronamento, queda de aeronaves, vendaval, furacão, ciclone, chuva de granizo e danos elétricos. Outra opção é o seguro contra roubo, furto e extorsão, cobrindo os bens danificados ou subtraídos.

Para atrair o consumidor, as seguradoras também oferecem serviços complementares, como bombeiro, chaveiro, limpeza da caixa d'água, conserto do telhado e até faxineira. No Brasil, o seguro residencial tem potencial para crescer ainda mais. Um levantamento feito pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) aponta que apenas 14,5% dos domicílios estão cobertos.

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