Witzel teme que estado fique sem dinheiro em julho e reforça pedido para elevar receita

Por PALOMA SAVEDRA

Posse do procurador-geral do Estado do Rio, Marcelo Lopes
Posse do procurador-geral do Estado do Rio, Marcelo Lopes -

O aumento da receita estadual foi um dos pontos centrais do discurso do governador Wilson Witzel (foto), ontem, durante a cerimônia de posse do procurador-geral do Estado, Marcelo Lopes, que recebeu o cargo de Rodrigo Zambão. Witzel reafirmou que sua equipe terá uma força-tarefa para melhorar a situação do caixa fluminense, e destacou que, sem isso, o governo pode chegar a julho sem dinheiro.

"Estamos realmente com dificuldades. Se não fizermos nenhuma medida de contingência e negociação, vamos chegar em julho sem dinheiro. Temos restos a pagar de mais de R$ 11 bilhões, déficit de R$ 8 bilhões, e precisamos agir, cobrar os sonegadores, cobrar a dívida ativa, nos empenhar", declarou.

O governador acrescentou que o trabalho conjunto das secretarias já começará a ser feito. E sinalizou que o combate à sonegação fiscal será um dos pilares para melhorar os resultados da arrecadação.

"Peço aos procuradores que se ajudem mutuamente para que a gente consiga, junto com o secretário de Fazenda, Luiz Cláudio Carvalho, e com o Sérgio Aureliano (presidente do Rioprevidência), buscar soluções para não chegarmos ao final do ano com esse déficit. Tenho certeza de que vamos conseguir entregar um estado muito melhor para o próximo governador do que o que recebemos", afirmou.

Estoque da dívida: R$ 70 bi

O estoque da dívida ativa do Estado do Rio era da ordem de R$ 70 bilhões antes do Refis (programa de refinanciamento de dívidas), sendo que alguns integrantes do governo e da Procuradoria apontam números diferentes. No conjunto de devedoras, estão Refinaria de Manguinhos; Rodopetro; Arrows; Trim e massa falida da Varig. A Petrobras é apontada como uma das principais empresas em débito com o Rio — na prática, a estatal discute os créditos tributários.

Atenção especial pela Procuradoria

O procurador-geral, Marcelo Lopes, ressaltou a atuação da PGE na linha defendida por Witzel. Segundo Lopes, haverá uma equipe "com vistas a aplicações de sanções a empresas". Ele garantiu que haverá uma atenção especial no âmbito da dívida ativa, cujo trabalho já vinha sendo elaborado pelo órgão. "Vamos adotar uma postura pela consensualidade", indicou.

Controladoria: órgão 'central'

A temática do combate à corrupção mais uma vez tomou as declarações do governador e também do procurador-geral. E ficou ainda mais notória a relevância que a Controladoria Geral do Estado (CGE), comandada pelo delegado da Polícia Federal Bernardo Barbosa, terá nesses quatros anos. Será de lá que sairão muitas medidas de impacto no estado.

Galeria de Fotos

08/01/2019 - Posse do novo Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Lopes da Silva, em cerimonia na Procuradoria Geral do Rio de Janeiro, no Centro. Na imagem, o governador do estado, Wilson Witzel, presta continencia ao chegar no local do evento. Foto de Alexandre Brum / Agencia O Dia - CIDADE POLITICA ESTADO JUSTIA JUIZ DESEMBARGADOR MAGISTRATURA JUIZO JUIZADO GOVERNO Alexandre Brum / Agencia O Dia
Posse do procurador-geral do Estado do Rio, Marcelo Lopes Alexandre Brum / Agencia O Dia

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