Educação municipal tem 321 merendeiras desviadas de função por doenças

Números foram registrados em unidades de Realengo e redondezas durante audiência pública de comissão da Câmara dos Vereadores

Por PALOMA SAVEDRA

Audiência em Realengo levou comunidade escolar ao auditório da universidade
Audiência em Realengo levou comunidade escolar ao auditório da universidade -
Em audiência pública realizada nesta segunda-feira, em Realengo, professores e integrantes da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) - que abrange mais outros 11 bairros, entre eles Vila Kennedy, Bangu, Deodoro e Vila Militar - denunciaram falta de segurança nas escolas e a sobrecarga das merendeiras. Segundo as informações, por isso, 321 delas estão desviadas de suas funções devido a doenças.
O evento foi realizado no auditório da Universidade Castelo Branco, e abrangeu a comunidade escolar das unidades da 8ª CRE. A audiência foi presidida pelo vereador Célio Lupparelli (DEM) e teve a participação do vereador Tarcísio Motta (Psol).
A coordenadora da 8ª CRE, Jocilene Queiroga, apresentou os números relativos às merendeiras. E ressaltou que o desvio de função é por conta da sobrecarga de serviço.
Além disso, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança Escolar da região, Aylefeld Marynom, expôs a insegurança nas escolas. "Todo fim de semana, três unidades escolares são saqueadas", afirmou.
A coordenadora da CRE respondeu que "essa situação está acima do nosso controle. Espero que a segurança tenha êxito na solução desse problema".
TCM no circuito
O vereador Célio Lupparelli disse que, com relação às merendeiras, pediu ao Tribunal de Contas que faça as devidas recomendações à prefeitura.
A próxima audiência da Comissão de Educação será no dia 9 de setembro em Rocha Miranda.

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