Pesquisas e turismo no fundo do mar

Navios afundados em Pernambuco vão virar recifes artificiais para estudos marinhos e área de mergulho

Por ASSINATURA REPÓRTER ??????

Embarcações, a uma profundidade de 27 metros,  estão na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Tamandaré, no litoral pernambucano
Embarcações, a uma profundidade de 27 metros, estão na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Tamandaré, no litoral pernambucano -

A Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Tamandaré, litoral sul de Pernambuco, acaba de receber duas novas embarcações que serão utilizadas em pesquisas e turismo. Dois navios do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) foram afundados em uma iniciativa do Programa Nacional de Recifes Artificiais. A iniciativa é fruto de uma parceria dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente, além da Embratur, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Ibama e Marinha do Brasil.

Batizados de Riobaldo e Natureza, os navios, que atuaram na prospecção pesqueira, foram afundados distante cerca de 3,7 milhas náuticas da costa pernambucana. As embarcações estão a uma profundidade de 27 metros e a 40 metros separadas uma da outra. Explosivos foram detonados para abrir buracos nos cascos dos navios. Ambas, agora, vão virar recifes artificiais e servirão de plataforma para estudos da biodiversidade marinha. A previsão é que os navios fiquem totalmente tomados pela vida aquática entre seis meses a um ano, contribuindo para a proliferação de peixes.

O afundamento das duas embarcações, contudo, não ficará restrito apenas aos estudos marinhos. A ação também faz parte do Programa Nacional de Revitalização do Ecoturismo Náutico. Proposto pela Embratur, o projeto tem como foco o turismo náutico e aposta no incremento do mergulho contemplativo na região. Isso porque, com o Riobaldo e Natureza submersos, o chamado parque dos naufrágios artificiais de Pernambuco passa a contar agora com 14 navios.

De acordo com diretor de Marketing da Embratur, Osvaldo Matos, o Brasil tem uma geografia favorável ao ecoturismo e o parque dos naufrágios é um deles. "Por possuir cerca de 8,5 mil quilômetros de costa, 35 mil quilômetros de vias internas navegáveis e mais de 9 mil quilômetros de margens de reservatórios de água doce, lagos e lagoas, além de ser banhado por correntes oceânicas favoráveis à navegação e contar com uma infinidade de paraísos naturais intocados, o Brasil apresenta um dos maiores potenciais de desenvolvimento do ecoturismo náutico do mundo", destaca.

preparação

Para evitar danos à natureza marinha, as duas embarcações, antes do afundamento, precisaram ser preparadas pelo ICMBio, que desenvolve estudos de impacto ambiental. Para tanto, ambos os navios passaram por um processo de remoção de tinta dos cascos para evitar intoxicação da água. Riobaldo e Natureza estavam desativados desde 2003 e, claro, corroídos pela ferrugem.

O licenciamento para o afundamento foi concedido pelo Ibama. A iniciativa faz parte do programa de criação de recifes artificiais por meio de afundamento programado de estruturas. A ideia é criar vários novos polos de mergulho contemplativo, potencializando o ecoturismo nacional.

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