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Borboletas: muito além da beleza

No único borboletário da cidade, na Fiocruz, insetos são protagonistas pela importância na natureza

Por ANGÉLICA FERNANDES

Olho-de-coruja: sugam líquidos de frutas em decomposição
Olho-de-coruja: sugam líquidos de frutas em decomposição -

Rio - Por trás daquelas asas de cores hipnotizantes está um inseto que é essencial para cadeia alimentar. Na natureza, as borboletas polinizam flores, ampliam a biodiversidade e até ajudam no processo de limpeza do meio ambiente, pois muitas espécies se alimentam de fruto em decomposição. Para popularizar a ciência e sensibilizar as pessoas sobre a importância desse inseto, o único borboletário da cidade do Rio, na Fiocruz, reúne uma centena de borboletas, criadas em um espaço interativo e cheio de verde.

O ambiente abriga quatro espécies: olho-de-coruja (Caligo illioneus), ponto-de-laranja (Anteos menippe), borboleta-brancão (Ascia monuste) e Julia (Dryas julia), que podem ser encontradas em diferentes áreas tropicais do continente americano. "Escolhemos essas espécies porque elas têm formas diferentes e vivem de maneira diferente também. Cada uma se alimenta de um tipo de planta ou fruto. Nossa ideia é mostrar como elas são importantes na cadeia ecológica", explicou Ricardo Lourenço, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e idealizador do Borboletário Fiocruz.

Durante a visita, o público aprende sobre o ciclo de vida das borboletas, seus hábitos alimentares, o segredo por trás de suas variadas cores, além de suas táticas e estratégias de sobrevivência. Do ovo à fase adulta, a borboleta precisa de cuidados específicos, como temperatura e luminosidade adequadas ao seu desenvolvimento. Os insetos que dão cor e vida ao Borboletário Fiocruz passam pelos cuidados do técnico em saúde do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Maycon Neves. "A oportunidade de estar em contato com uma iniciativa de divulgação e popularização da ciência foi a minha principal motivação para participar do projeto", disse Maycon.

Outra curiosidade, que todo mundo se pergunta, abordada no espaço é a diferença entre mariposa e borboleta. "Borboletas são diurnas e mariposas são noturnas. Além disso, as mariposas posam com as asas abertas e quase encostadas na parede, já as borboletas, em sua maioria, posam de asa fechada", detalhou Ricardo.

VISITAS DE GRAÇA

O Borboletário Fiocruz fica no campus da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, na Avenida Brasil 4.365. A entrada é gratuita e a visitação acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, com agendamento prévio, mas é livre aos sábados, das 10h às 16h. Para informações e agendamentos, basta entrar em contato pelo telefone (21) 2590-6747.

O espaço de 84 m² das borboletas integra o circuito de visitação do Museu da Vida, que inclui atrações como o Parque da Ciência, Ciência em Cena, Espaço Biodiversidade e o tradicional Castelo da Fiocruz.

A iniciativa é uma parceria entre o Instituto Oswaldo Cruz e o Museu da Vida, da Casa de Oswaldo Cruz, e conta com o apoio da Diretoria da Administração do Campus (Dirac/Fiocruz) e do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), na criação e manutenção dos insetos.

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Galeria de Fotos

Olho-de-coruja: sugam líquidos de frutas em decomposição Maria Buzanovsky/ FIOCRUZ
Júlia: sugam néctar das flores Peter Ilicciev/ FIOCRUZ
Brancão: as lagartas comem folhas de couve, mostarda, nabiça e brócolis GUTEMBERG BRITO/ FIOCRUZ
Borboletário Fiocruz. Borboleta Olho-de-coruja GUTEMBERG BRITO/ FIOCRUZ
Ponto-de-laranja: as lagartas comem folhas das árvores cássia REPRODUÇÃO INTERNET

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