Baseada em metas da ONU, campanha incentiva práticas sustentáveis

Ação começa nesta segunda e é promovida pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

Por Maria Luisa de Melo

meio ambiente emoji
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Muito além de não jogar papel no chão ou de plantar uma árvore. As ações para trilhar o desenvolvimento sustentável de um país passam por atitudes como ajudar a acabar com a pobreza e tratar homens e mulheres igualmente, em atitudes cotidianas. Esse é o mote da campanha 'Objetivos para a Vida que Queremos', promovida pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que será lançada amanhã.

Na campanha, o Conselho usará, em seus posts nas redes sociais, a hashtag #VidaQueQueremos, com o objetivo de incentivar a adoção de atitudes sustentáveis que podem ser divulgadas por fotos postadas no Instagram.

A proposta central é estimular ações cotidianas que contribuam para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)- metas traçadas em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que constam em agenda da organização como medidas que devem ser adotadas pela população até 2030. 

EMOJIS PARA CADA META

Para tornar a conscientização mais lúdica, a campanha contará com 17 emojis, cada um representando uma meta. Cada objetivo, por sua vez, vem acompanhado de cinco ações práticas que podem ser adotadas pela população em geral ou por governos e empresas.

Para vincular os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis às atividades cotidianas das pessoas, foi criado um manual prático. O guia pode ser baixado gratuitamente no site do CEBDS (www.cebds.org). 

"A plataforma foi desenvolvida, inicialmente, para os governos. Mas a sociedade também tem papel fundamental neste processo. Então, a campanha visa inspirar as pessoas a contribuir com o desenvolvimento sustentável no seu dia a dia", destaca Ana Carolina Szklo, diretora de Relações Institucionais do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. 

Passo a passo

Entre as indicações do manual, estão 'compartilhar e doar o que puder', como uma das medidas para diminuir a pobreza. Quando o assunto for comida, a indicação é consumir produtos de produtores locais, privilegiando alimentos sazonais e comercializados de forma justa, além de priorizar a compra de mais frutas, verduras e legumes.

Com relação à economia de água, o manual pede que não se descarte lixo ou produtos químicos tóxicos no vaso sanitário e que se conserte vazamentos grandes e pequenos, além da já popular dica de economizar água ao escovar os dentes, lavar roupas e fazer faxina.

O item 'Use energia limpa' sugere a utilização de energia renovável para aquecimento, iluminação e eletricidade e sugere também que a população priorize comprar produtos de empresas movidas a energia renovável, como forma de incentivar esse tipo de iniciativa.

No quesito 'Viva melhor', a indicação é de que se desperdice menos comida e se utilize as sobras, além de reutilizar objetos e reciclá-los e compartilhá-los, reduzindo o consumo.

Entre as iniciativas apontadas para contribuir com o clima, estão 'comer mais plantas e reduzir o consumo de carne' e 'caminhar e andar de bicicleta em vez de dirigir', evitando a emissão de gases poluentes.

Para poupar os mares e mantê-los limpos, a sugestão é evitar o uso de plástico desnecessariamente e só comprar peixes e frutos do mar coletados de forma sustentável. 

OBJETIVOS CUMPRIDOS

Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi destaca que as metas nas quais se desdobram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são os caminhos que governos, empresas e pessoas devem seguir para que os objetivos sejam cumpridos.

"A questão é que tudo isso depende um pouco da ação de cada um de nós. É uma agenda comum. Quando a gente pensa em combater as mudanças climáticas e as desigualdades, por exemplo, sente que é algo muito grande para nossas capacidades. Mas se entendermos os problemas e passarmos a consumir apenas de empresas que usam processos produtivos mais limpos e que ofereçam condições justas de trabalho, a gente já faz uma enorme diferença no mundo" defende Marina.

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