Lixo eletrônico deve ser descartado no lugar correto

Para minimizar efeitos altamente tóxicos dos resíduos, empresas disponibilizam pontos coletores

Por *Luana Dandara

Vivo encaminha lixo eletrônico coletado para parceiro logístico, onde é feita triagem, reaproveitamento e destinação final dos itens
Vivo encaminha lixo eletrônico coletado para parceiro logístico, onde é feita triagem, reaproveitamento e destinação final dos itens -

Rio - Líder na América Latina e sétimo no mundo em relação à produção de lixo eletrônico, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ainda enfrenta um grande desafio quando o assunto é descarte e reciclagem desses equipamentos. Com apenas 3% de coleta apropriada, os aparelhos eletroeletrônicos acabam misturados ao lixo orgânico e são despejados em aterros sanitários comuns, o que pode causar a contaminação do solo e do lençol freático. Esses produtos possuem substâncias tóxicas. Para tentar minimizar o problema, empresas até disponibilizam pontos coletores em suas filiais, conforme determinado pela Política Nacional de Resíduos Eletrônicos, em 2010.

De autoria do Ministério do Meio Ambiente, a lei exige de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos a estruturação e implementação de sistemas de logística reversa, ou seja, retorno dos produtos após o uso pelo consumidor para gerenciamento dos resíduos sólidos. Todo equipamento eletrônico ou movido a energia (eletricidade, pilha ou bateria), quando fora de uso, é considerado lixo eletrônico, como refrigeradores, tablets, secadores de cabelo e até cartuchos de impressora.

As quatro principais empresas de telefonia — Tim, Oi, Vivo e Claro —, por exemplo, dispõem de coletores de e-lixo em todas as suas lojas. A Oi reciclou 65 toneladas de aparelhos, baterias e pilhas, em 2017. No mesmo ano, implantou a recuperação de decoders, os aparelhos da Oi TV, tendo recolhido 415 mil deles, uma economia de cerca de R$ 40 milhões. 

Já a Vivo reciclou, em 2018, 2,7 milhões de itens eletrônicos, o equivalente a mil toneladas. Nos últimos dez anos, foram mais de 23 mil toneladas. "Nossa expectativa é ampliar em 10% a coleta de equipamentos nas lojas Vivo em 2019, dando à sociedade uma opção de consumo cada vez mais responsável e ambientalmente adequada", disse a executiva de Sustentabilidade da Vivo, Joanes Ribas.

Também há opções para consumidores que querem trocar seu aparelho celular em bom estado por um modelo mais novo, como os programas Vivo Renova e Oi Troca Fácil, que oferecem descontos em smartphones. Em 2018, foram recolhidos 84,2 mil dispositivos pela Vivo e, desde o início do projeto, em 2013, 300 mil celulares foram substituídos. Os smartphones em bom estado são recondicionados e comercializados. A Casas Bahia e Pontofrio aceitam aparelhos usados como parte do pagamento na compra de um novo. 

 

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Vivo encaminha lixo eletrônico coletado para parceiro logístico, onde é feita triagem, reaproveitamento e destinação final dos itens Divulgação / Vivo
Após coletado, o e-lixo passa por transporte, triagem, reaproveitamento e a fase de destinação final Divulgação / Tech Trash
Empresa Tech Trash disponibiliza 100 pontos de coleta de lixo eletrônico no Rio Divulgação / Tech Trash
Vivo encaminha lixo eletrônico coletado para parceiro logístico, onde é feita triagem, reaproveitamento e destinação final dos itens Divulgação / Vivo

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