UFRJ estuda fauna e flora de Macaé

Objetivo do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade é a preservação do meio ambiente local

Por O Dia

Estudos científicos acontecem em quatro reservas ecológicas do município
Estudos científicos acontecem em quatro reservas ecológicas do município -
Rio - A fauna e flora de Macaé, no Norte Fluminense, são temas de um ambicioso projeto de pesquisas do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com o objetivo de proteger e defender o meio ambiente do município, o órgão tem desenvolvido uma série de estudos científicos em quatro reservas ecológicas — Parque Atalaia, Parque do Barreto, Ilha do Francês e a restinga da Praia do Pecado.
São nove os estudos e as análises científicas a cargo de 25 pesquisadores e alunos envolvidos no projeto. Segundo a subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura de Macaé, Lívia Souza, a pesquisa é uma ferramenta fundamental para criação e a gestão das áreas protegidas.
“Todas essas investigações acadêmicas desenvolvidas pelo instituto também colaboram para a produção de conhecimento, proporcionando informações necessárias para cumprir com todos os objetivos das unidades de conservação”, destaca Lívia Souza.
De acordo com o instituto, na área de restinga da Praia do Pecado, uma das últimas localizadas em perímetro urbano, os pesquisadores têm analisado diversos aspectos socioambientais. No local, são feitos estudos para a preservação de aves, vegetais e animais.
Já na Ilha do Francês, estão sendo conduzidas duas pesquisas. Uma faz o diagnóstico da influência antrópica (do homem sobre a natureza). Neste caso, são verificadas as atividades humanas sobre o ambiente costeiro e se embarcações e o óleo dos barcos têm afetado os organismos marinhos. Outro estudo faz o mapeamento dos organismos invasores no local.
No Parque do Barreto, também são duas pesquisas em andamento. Uma tenta compreender os conflitos socioambientais em Macaé, já que, nos últimos anos, a cidade teve crescimento populacional bastante grande, ocasionando invasões de áreas de proteção ambiental. A outra estuda a polinização de abelhas — já foram identificadas vinte espécies — na produção de frutos e sementes, além da reprodução de diversas plantas na região. 
O instituto realiza ainda quatro estudos no Parque Atalaia. Um faz o monitoramento da população de primatas. Outro, com dez câmeras digitais com sensores nas árvores do interior do parque, acompanha espécies como onça parda e gato do mato. Há ainda uma pesquisa que faz com levantamento de espécies de mosquitos análise da flora.

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