João Luiz
João LuizDivulgação/Globo
Por Filipe Pavão*
Rio - O "Big Brother Brasil 21" chegou ao fim para o mineiro João Luiz. Com 58,86% dos votos, o professor de geografia foi eliminado do reality em um paredão disputado com Arthur e Pocah nesta semana. Mas ele não está triste, pelo contrário, está satisfeito por sua trajetória tranquila, que foi marcada pela boa relação com os demais participantes, amizade com Camilla de Lucas e embate com Rodolffo após piada racista do sertanejo. "Tudo que fiz, falei e precisei fazer foi muito do meu jeitinho mesmo", analisa.
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"Essa experiência talvez tenha sido não só um divisor de águas, mas a própria água. Tudo mudou, muda e vai mudar. Uma pessoa hoje me reconheceu na rua, isso nunca aconteceu na minha vida. É muito doido ver que essa experiência é capaz de mudar tudo que eu tinha de vivência antes dela. Eu tinha uma vida que estava imersa nas dificuldades das aulas remotas, como professor. Ver o João que entrou em um reality como ele mesmo e agora saiu desse programa e tem pessoas que demonstram carinho por ele é o mais válido dessa trajetória", diz o ex-participante.
Embate com Rodolffo
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João define o embate com Rodolffo durante um Jogo da Discórdia como o ponto mais marcante da sua trajetória na casa. Após uma piada racista do cantor sertanejo sobre o seu cabelo black power, ele expôs a situação em uma edição ao vivo do programa. Seu discurso antirracista promoveu debates sobre o tema dentro e fora do reality global.
"Foi um momento onde eu vi uma coragem em mim mesmo. Aquele momento foi muito importante para mim, assim como o que o Tiago falou depois, utilizando esse programa também como uma plataforma que leva conhecimento para muitas pessoas. É algo que acredito ter marcado a minha trajetória no programa, mas também me marca muito na minha trajetória individual. Fiquei muito contente comigo por conseguir fazer aquilo", revela o mineiro.
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Amizade com Camilla de Lucas
Amizade à primeira vista, João e Camilla de Lucas criaram uma das duplas mais sintonizadas da edição desde o "primeiro abraço" na estreia do reality. "É estranho porque logo na prova do líder da primeira semana, a gente já estava de mãozinhas dadas, se olhando e falando: 'vamos fazer a prova juntos?'”, relembra João, que acredita na vitória da amiga: "Camilla, Juliette e Gil são meu top 3. E eu vou acreditar na minha amiga levando o prêmio, sim, que eu não sou bobo nem nada. Vou fazer mutirão, quero que ela vire milionária".
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"Eu realmente não sei o momento que marca a minha aliança com ela, mas eu consigo saber e sentir que foi algo muito natural. Tem amizades que eu construí durante anos com algumas pessoas em que eu não tive a conexão que tive com ela, com isso de apenas no olhar saber identificar algo, saber quando o outro está bem e quando está mal. Amigo é isso, não é no momento mais feliz, é em todos os momentos. E ela esteve comigo nos meus momentos, tantos nos melhores quanto nos piores", enfatiza.
Boa relação no confinamento
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Apesar de discussões particulares com Pocah e Projota durante o confinamento, João é visto como um dos participantes que melhor se relacionava dentro da casa. Para ele, isso é fruto de sociabilidade. "Talvez isso possa ter sido interpretado como quem faz muita 'média'. Eu não me arrependo da forma como lidei com as pessoas no confinamento, sempre foi com muito carinho, tentando ouvir quando necessário, ser firme quando necessário, me colocando nas situações. O que eu consigo perceber agora, vendo de fora, são as conversas que chegavam até mim de uma forma, mas, na realidade, eram completamente diferentes. Isso me assombra um pouco. Lá dentro a gente tende a acreditar nas coisas. Eram as informações que eu tinha", conta João. 
Ele ainda diz que pretende continuar se relacionando com diversos ex-parceiros de confinamento. "A Thaís, que é um amor de pessoa, Carla, Juliette e até a própria Lumena, pois acho que temos muito o que conversar. Fora o Gil do Vigor, com quem senti algo parecido à Camilla. Durante o programa tivemos caminhos diferentes, mas sempre conseguimos manter um vínculo. São pessoas que quero levar para minha vida", detalha o mineiro.
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Planos para o futuro
João passou de 1300 seguidores no Instagram para mais de 3,3 milhões e pretende usár essa visibilidade para trabalhar com as redes sociais daqui em diante. Mas calma, ele não vai deixar a educação de lado. O professor quer unir os dois universos. "O BBB me proporcionou muita coisa e tenho certeza que vai proporcionar ainda mais. Vou avaliar tudo que vou fazer e quero utilizar as plataformas sociais para falar sobre coisas que realmente me movem e me motivam a estar aqui. A gente precisa muito de figuras falando sobre educação, e isso é muito importante. Quero falar sobre livro, série, filme... Acho que temos que falar sobre as coisas que a gente gosta e podem ser usadas como aprendizado", finaliza João.
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* Estagiário sob supervisão de Cadu Bruno