Juliette e Bela Gil refletiram sobre as construções sociais que influenciam a forma como mulheres encaram o amor romântico durante o 'Saia Justa'Reprodução / GNT
A discussão passou pela pressão para que determinadas expectativas sejam tratadas como necessidades naturais. Juliette argumentou que parte desse sentimento é aprendido socialmente. "Nós fomos ensinadas que isso é necessário", afirmou.Juliette e Bela Gil discordam da opinião de Eliana durante o 'Saia Justa'. pic.twitter.com/vPxfjbXvIg
— Central Reality (@centralreality) September 10, 2026
Ao ser questionada por Erika Januza sobre a legitimidade de sentir essa necessidade, a cantora explicou que a crítica não está direcionada ao ato de amar. "É perigoso e confuso usar como se o que a gente estivesse falando fosse dizendo que você não pode amar, que você não deve amar, que você tem que se envergonhar de amar. Não é sobre isso", disse.
Juliette, então, relacionou a discussão aos discursos feministas e ao ideal construído em torno das relações. "Você pode amar, mas você tem que ter a consciência de que esse ideal da utilidade do amor romântico (...) é uma construção. Se você está consciente disso, você escolhe. Eu escolhi amar, mas eu não preciso disso. Eu quero isso", declarou.
Bela Gil levou a reflexão para outro exemplo do cotidiano ao falar sobre depilação. "Gosto de depilar minha axila. Eu sei que é uma construção social (...) Mas a gente depila. Eu depilo. Mas eu sei que é uma convenção", comentou, reforçando a ideia de que uma escolha pode continuar existindo mesmo quando se reconhece sua origem social.
*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Isabelle Rosa
