'Porém, Bruxa': uma fantasia urbana nacional e cheia de representatividade
No livro de Carol Chiovatto, uma bruxa tenta resolver crimes que tenham envolvimento de magia na cidade de São Paulo
Livro 'Porém, Bruxa', de Carol ChiovattoDivulgação
Por TÁBATA UCHÔA
Uma bruxa resolvendo crimes que têm envolvimento de magia na cidade de São Paulo. Essa é a premissa de "Porém, Bruxa", da autora brasileira Carol Chiovatto.
Ísis Rossetti é a bruxa responsável por manter em paz a cidade de São Paulo. Sua função é identificar crimes que para as pessoas não bruxas são normais, mas que na verdade têm envolvimento de magos. De acordo com as regras, Ísis só pode ajudar a polícia em crimes que tenham envolvimento de magia, mas ela acaba dando uma forcinha em crimes sem elementos mágicos de vez em quando.
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"Porém, Bruxa" é uma fantasia urbana que conta com muita representatividade e aborda temas importantes como sexismo, machismo, intolerância religiosa, preconceito com religiões de matriz africana, corrupção policial, machismo e feminicídio. Tanto a protagonista, Ísis, quanto os personagens secundários são muito interessantes e diversos.
Fica fácil acreditar em uma São Paulo cheia de portais mágicos e bruxos passeando pelas ruas. Além disso, a obra tem elementos de romance policial, com um crime que deve ser solucionado e que deixa o leitor curioso para virar cada página.