Maternidade e carreira: relação em evolução

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, 50% das mulheres perdem o emprego após a chegada dos filhos

Por O Dia

Caroline Leite é atendente da loja Ri Happy Baby no Americas Shopping
Caroline Leite é atendente da loja Ri Happy Baby no Americas Shopping -

Após todas as conquistas no mercado de trabalho, um medo na cabeça das mulheres após a licença-maternidade: "Será que vou conseguir manter meu emprego?" Segundo pesquisa de 2017 realizada pela Fundação Getúlio Vargas, 50% das profissionais perdem o emprego após a chegada dos filhos. Por outro lado, diante deste quadro algumas empresas decidiram criar novas formas para acolher mães.

A marca de produtos para bebês Ri Happy Baby lançou, recentemente, lojas conceito em que as atendentes escolhidas para as lojas são chamadas Consultoras de Experiência Única (CEU) e aproveitam suas próprias experiências para ajudar as clientes a solucionarem dúvidas comuns ao escolher o enxoval do neném.

Elisabete Strina, diretora de RH da marca, explica que as escolhidas são mulheres apaixonadas pelo mundo materno, que desejam ser rede de apoio para gestantes e mães com dúvidas em geral e que tenham o olhar da cliente em primeiro lugar.

Para isso, o time de vendas é capacitado em temas ligados à maternidade e sobre as novas tendências de consumo, para solucionar a situação de cada uma proporcionando a simplificação da maternidade. Além do novo perfil de atendimento que alia capacitação profissional às vivências pessoais, as contratadas possuem uma jornada reduzida. "Temos uma concentração de mães para os cargos de vendas, gerência e CEU. 73% do quadro de colaboradores são feminino", conta.

Já na Monetizze, a diretora de relacionamento Fernanda Campos conta que, além da licença-maternidade de seis meses, há a possibilidade das colaboradoras terem horários de trabalho flexíveis, inclusive com home office.

Há, ainda, o MoneKids, espaço dedicado às crianças para que os funcionários possam levar os filhos para o ambiente de trabalho, incentivando a amamentação nos dois primeiros anos de vida da criança.

O apoio às mães também faz parte da cultura da BD, que, inclusive, já promoveu funcionárias durante a licença maternidade.

"Fui convidada a participar do processo seletivo para uma posição que eu almejava há muito tempo. Além de todas as entrevistas terem sido agendadas de acordo com os horários que eu amamentava, fui selecionada para a vaga", conta a gerente Luciana Pauka, que ainda usou os 30 dias de férias após a licença, antes de retornar.

 

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