
“Neste último mês, percebemos que começou a aumentar o número de pacientes com outros sintomas, não relacionados ao coronavirus. Certamente estavam em casa, com receio de procurar o Hospital, e agora casos de derrame, infarto e outras doenças cardiovasculares estão retornando”, aponta Marcus Lacativa, que é chefe do serviço de cardiologia do HSCOR.
Segundo o médico, o pico de atendimentos com pessoas com sintomas do novo coronavírus ocorreu na última semana de abril, quando a unidade chegou a atender, na emergência, mais de 80 pessoas por dia. Após esse período, os casos foram caindo. Atualmente, a média de atendimentos não passa de cinco atendimentos diários, quase todos com sintomas leves.
"Abril foi um mês intenso. Nosso CTI foi enchendo rapidamente. Vivemos um verdadeiro pandemônio. Nossos aparelhos de tomografia ficaram rodando direto. A gente espera que não haja uma segunda onda da doença porque nosso hospital é voltado para cirurgias cardíacas, angioplastias. Tivemos que contratar mais médicos, equipamentos, para atender os pacientes de covid. Um custo enorme. Estamos voltando a focar em nossos atendimentos para o coração”, finaliza o Dr. Lacativa.