Defesa de homem que deu facada em Bolsonaro diz que discurso de ódio motivou ataque

Advogado de Adélio disse ainda que vai requerer exame de sanidade mental em seu cliente

Por O Dia

Adelio Bispo De Oliveira, 40 anos
Adelio Bispo De Oliveira, 40 anos -

Rio - A defesa de Adélio Bispo de Oliveira, o homem que atacou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), sustentam que a agressão de seu cliente foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde desta sexta-feira, que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal. 

“Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente”, disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

O advogado informou que a defesa concordou com a transferência de Adélio para um presídio federal, para garantir sua integridade. O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”. Ele disse ainda que vai requerer exame de sanidade mental em seu cliente.

Ataque

Ao ser carregado por apoiadores durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro levou uma facada no abdôme. Ele foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi submetido a uma cirurgia. Hoje pela manhã, o presidenciável foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. 

*Com informações da Agência Brasil

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Adelio Bispo De Oliveira, 40 anos Divulgação
Agressor de Bolsonaro chega à Justiça Federal para ser ouvido Agência Brasil
Bolsonaro está internado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG) Reprodução / Twitter
Político passou por uma cirurgia após ser atacado Reprodução / Internet
Momento em que o presidenciável Jair Bolsonaro é esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, na quinta-feira, durante comício em Juiz de Fora AFP PHOTO / Raysa LEITE