Especialistas dão dicas para ajudar indecisos a escolherem candidatos

Mesmo na véspera das eleições, ainda dá tempo de pesquisar propostas e votar consciente

Por Aline Cavalcante

Primeiro turno acontece neste domingo, 7 de outubro
Primeiro turno acontece neste domingo, 7 de outubro -

Rio - Na véspera das eleições, a indecisão ainda paira sob a cabeça de alguns eleitores. Segundo especialistas isto é um processo normal, já que as pessoas deixam para se informar e decidir o voto quando o pleito se aproxima. No entanto, é preciso levar em conta alguns critérios antes de tomar a decisão sobre a escolha do candidato.

Paulo Baía, cientista político e professor da UFRJ, ressalta que o eleitor deve levar em consideração as necessidades básicas. "Quando um candidato propõe algo que ele (o eleitor) considera que possa mudar sua realidade é um ponto que ajuda o eleitor".

Para o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas sobre a Democracia (Cebrad), Geraldo Tadeu Monteiro, outro aspecto a se considerar é afinidade ideológica. "Escolher quem tem princípios e ideias com as quais o eleitor se identifica pode ajudar".

Os especialistas acreditam que mesmo faltando pouco para a eleição ainda dá tempo de pesquisar e definir o voto. "É válido ler sobre os candidatos que você pensa em votar, verificar o histórico deles, avaliar o partido do qual ele faz parte e analisar as propostas", aconselhou Geraldo, que completa: "A nossa campanha, além de curta, não apresenta ideias ou alternativas".

Já Paulo Baía acredita que a polarização ajudou a confundir os eleitores. "Apesar de termos vários candidatos a coisa se concentrou em apenas dois lados e isso esvaziou as escolhas".

Nova regra

Outro cuidado que o eleitor deve tomar é com a nova regra para eleger deputados federais e estaduais. O voto de legenda (quando se digita apenas o número do partido) pode não ser a melhor estratégia. Isso porque um partido ou coligação que conquistar duas cadeiras irá perdê-las se nenhum de seus candidatos alcançar nominalmente 10% do quociente eleitoral.Ou pode, ainda, perder uma delas se apenas um representante do grupo atingir o piso.

"Isso acaba exigindo mais do eleitor critérios de escolha em uma pessoa específica. O eleitor precisa saber que pode estar ajudando a eleger qualquer partido que está ali coligado", alertou Geraldo.

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