Em evento com correligionários, Bolsonaro anuncia três nomes para eventuais ministérios

Em coletiva, candidato do PSL confirma que Onyx Lorenzoni (DEM) seria o seu chefe da Casa Civil, general Augusto Heleno, ministro da Defesa e o economista Paulo Guedes, da Fazenda

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Candidato à Presidência Jair Bolsonaro dá entrevista coletiva em hotel na Barra da Tijuca
Candidato à Presidência Jair Bolsonaro dá entrevista coletiva em hotel na Barra da Tijuca -

Rio - O candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, disse em coletiva de imprensa que o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) seria o seu chefe da Casa Civil, general Augusto Heleno, seu ministro da Defesa e o economista Paulo Guedes, seu ministro da Fazenda. A declaração foi dada em evento com apoiadores em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, ao lado do filho, Flavio Bolsonaro, de Arolde de Oliveira (PSD-RJ), ambos eleitos senadores,e da deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-PR). 

Nesta quarta-feira, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, adiantou os nomes em entrevista ao jornal O Globo. O conselheiro do presidenciável falou que Bolsonaro escolheria 'quatro ou cinco' generais para ocuparem ministérios em seu eventual governo. Além de Heleno, confirmado nesta quinta pelo candidato, o presidente da sigla falou que um militar ocuparia a pasta responsável pela Infraestrutura. 

Em sua primeira coletiva após o primeiro turno, Bolsonaro iniciou o discurso agradecendo a Deus por sobreviver ao atentado de Juiz de Fora, onde recebeu uma facada. O candidato à vice-presidência, general Hamilton Mourão, e o assessor econômico Paulo Guedes não participaram da entrevista, que durou menos de meia hora.

Por cerca de 15 minutos, Bolsonaro falou abertamente, em seguida, permitiu que a imprensa fizesse algumas poucas perguntas. Apesar do grande número de representantes da imprensa presentes, para poucos foi dada oportunidade de questionar o candidato. A primeira inscrita da imprensa nacional, uma repórter da Folha de S. Paulo foi vaiada e hostilizada por apoiadores de Bolsonaro que cercaram a imprensa durante a coletiva. Foi preciso que o presidente do PSL, Gustavo Bibiano, pedisse respeito à imprensa, para que se calassem e permitissem que a repórter fizesse sua pergunta.