Exército pede investigação sobre coronel que ameaçou TSE na internet

Em vídeo, militar se refere a Rosa Weber como "salafrária e corrupta" e critica outros integrantes do STF

Por Agência Brasil

Presidente do TSE, Rosa Weber
Presidente do TSE, Rosa Weber -

Brasília - O Exército confirmou, na tarde desta terça-feira, que o homem que divulgou o vídeo insultando e ameaçando a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, é o coronel Carlos Alves, militar da reserva. Em nota, a instituição disse que as declarações do coronel não representam o pensamento do Exército Brasileiro e que o caso vai ser investigado.

“O referido militar afronta diversas autoridades e deve assumir as responsabilidades por suas declarações, as quais não representam o pensamento do Exército Brasileiro.”

Em vídeo que está circulando nas redes sociais, o militar critica Rosa Weber e a adverte, caso o Tribunal acate a denúncia de que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) tenha patrocinado de forma ilegal o impulsionamento de mensagens falsas pelo whatsapp.

“Como eu, outros coronéis, generais, comandantes da Marinha, brigadeiros, almirantes, nós não aceitaremos fraudes, Rosa Weber. Primeiro, se você aceitar essa denúncia ridícula e tentar tirar Bolsonaro por crime eleitoral, nós vamos derrubar vocês aí sim, porque aí, acabou”, diz o militar.

Intitulando-se como militar da alta cúpula do Exército, ele também ataca o candidato Fernando Haddad (PT) e intimida a presidente do TSE para que ela ignore a ação impetrada pelo candidato petista para investigar a possibilidade de crime de caixa 2 na campanha de Bolsonaro

“Não te atreve a ousar a aceitar esta afronta contra o povo brasileiro, essa proposta indecente do PT de querer tirar o Bolsonaro do pleito eleitoral acusando-o de desonestidade, acusando-o de ser cúmplice de uma campanha criminosa, bilionária e fraudulenta com Whatsapp para promover notícias falsas”.

Segunda Turma

Nesta terça-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu mandar para a Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação. Medida foi tomada após os integrantes do colegiado rebaterem o vídeo, no qual o homem que se refere a Rosa Weber como "salafrária e corrupta” e critica outros integrantes do STF.