Marcelo Crivella - Reprodução/Facebook
Marcelo CrivellaReprodução/Facebook
Por O Dia
Publicado 13/10/2020 17:25 | Atualizado há 1 hora
Prefeito do Rio e candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos) criou um jornal de TV particular, com cenário idêntico ao do 'RJ TV', da Rede Globo, e dupla de apresentadores (Michel e Fabiana), em seu período no Horário Eleitoral Gratuito da tarde desta terça-feira. O apresentador abriu o horário afirmando que ia "mostrar a verdade que essa emissora nunca mostrou sobre Crivella". Na sequência, questionaram as notícias dos telejornais sobre a saúde do Rio.

"Lembram que falavam que a saúde do Rio estava um caos e que hospitais que estavam funcionando estavam fechados?", perguntou a dupla, antes de afirmar que "o Rio tinha todos os equipamentos e um hospital de campanha com mais de 500 leitos", entre outras afirmações, incluindo também a questão dos 27 tomógrafos e do empréstimo de equipamentos para outras cidades.


Na sequência, Crivella apareceu explicando que a receita caiu R$ 10 bilhões no Rio, que precisou pagar R$ 5 bilhões de obras olímpicas superfaturadas e que priorizou cuidar das pessoas. "Nosso lema sempre foi: 'desistir, jamais'", contou.

Algumas campanhas de outros candidatos repetiram vídeos, como foi o caso de Clarissa Garotinho (PROS), Paulo Messina (MDB) e Gloria Heloiza (PSC). Já Martha Rocha (PDT) se declarou "presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Alerj) e da comissão que fiscalizou os gastos durante a pandemia, e que denunciou os devios de dinheiro público que levaram a esse impeachment (de Wilson Witzel, governador afastado). Esse tipo de crime tinha que ser enquadrado como hediondo, pelo mal que ele provoca há muito tempo no Rio", afirmou, dizendo também que são esquemas "que acontecem nas prefeituras". Já Fred Luz (Novo) disse que com eventos como o Pan-Americano, a Olimpíada e a Copa do Mundo, "sobrou muito pouco para os cariocas, mas alguns ganharam muito".

Renata Souza (Psol) disse que irá pagar renda básica carioca de meio salário mínimo à famílias pobres, por causa dos cariocas que perderam emprego na pandemia. Benedita da Silva (PT) falou sobre protestos que interromperam a Avenida Brasil para protestar contra a morte do pedreiro José Pio Baia na Vila Kennedy, em 2019. "Exigimos que o governo do Estado troque a truculência pela inteligência e invista na Avenida Brasil, apoie o comércio, reformas de prédios e moradias populares ao longo da via", afirmou a candidata.

Eduardo Paes (DEM) exibiu imagens de moradores humildes que apoiam sua candidatura, como a de uma moça cujo filho tem dermatite tópica e foi bem assistida na Clínica da Família - e disse que hoje faltam remédios e assistência. Luiz Lima falou sobre a questão do desemprego e disse que tem projetos para estimular a criação de empregos, e um fundo de investimento para a área da cultura e a do entretenimento,com a revitalização de áreas como Cadeg e Mercado São Sebastião.