Candidato à Prefeitura do Rio pelo PSL, Luiz Lima, e seu vice, Fernando Veloso - Divulgação
Candidato à Prefeitura do Rio pelo PSL, Luiz Lima, e seu vice, Fernando VelosoDivulgação
Por O Dia
O delegado Fernando Veloso (PSD), candidato a vice-prefeito do Rio na chapa de Luiz Lima (PSL), fez caminhada na feira livre da Rua Araripe Júnior, no Andaraí, Zona Norte do Rio, e defendeu mais incentivos aos feirantes da cidade. Para o ex-chefe de Polícia Civil, o apoio ajudaria o município a gerar mais empregos e renda.

"Caminhando pela feira do Andaraí, ouvi muitas reclamações sobre questões que podem parecer pequenas, mas que para eles são coisas importantes. O Seu Arnaldo, dono de uma barraca que vende sushi, por exemplo, reclamou que a feira tem que terminar às 13h, o que é ruim para muitos comerciantes, porque eles queriam ficar mais tempo para vender mais. Só que quando a feira termina, por conta da situação de dificuldade em que muitos feirantes se encontram, eles não conseguem contratar pessoas para ajudar. Tem barracas em que o feirante tem pilhas e pilhas de frutas e outras coisas pesadas, e quando termina a feira, ele tem que arrumar tudo que sobra, além de empacotar e carregar, para depois a Comlurb vir e deixar em ordem tudo para o morador. Isso estrangula o horário da feira. O feirante não consegue contratar um ajudante porque isso tem muito encargo e pesa muito. O feirante do sushi me disse: 'Veloso, eu estou lutando contra o sistema. Eu tenho algumas pessoas contratadas, mas a minha despesa é absurda. Eu pago uma fortuna de impostos, uma fortuna de licença. Eu tenho uma despesa muito grande e isso acaba refletindo no produto que eu vendo'. Os feirantes precisam de mais incentivo", defendeu Veloso.

Após percorrer toda a feira, que vai da Rua Barão de Mesquita até a Rua Gastão Penalva, perto do Hospital Federal do Andaraí, o ex-chefe de Polícia Civil apontou caminhos para melhorar a vida dos pequenos comerciantes e empreendedores.

"O poder público precisa ouvir essas pessoas e encontrar uma maneira de tentar facilitar a vida deles. Será que a gente tem como ter pessoas para ajudar esses feirantes, para que eles possam liberar as ruas mais rápido para limpeza, e a gente consiga deixar eles uma ou duas horas a mais trabalhando? Não sei. Mas certamente a solução não virá se não ouvirmos os moradores também, porque eles não querem a rua com o cheiro do peixe depois que termina a feira. Será que a prefeitura pode ajudar essas pessoas até que elas possam contratar os ajudantes novamente? A gente não estaria só facilitando a vida do feirante. A gente estaria facilitando a retomada do desenvolvimento econômico da cidade, garantindo geração de emprego e geração de renda. Com transparência, honestidade e integridade, a gente tem como conciliar os interesses dos feirantes, dos moradores e da prefeitura. Só assim teremos uma sociedade melhor", disse.

Na semana passada, Luiz Lima visitou as feiras da Barra da Tijuca e da Ilha do Governador.

"A feira do Cocotá também poderia ser melhor assistida em termos de banheiros. Nos sugeriram que os banheiros do terminal das barcas fossem utilizados pelo público da feira. A Praça do Ó, na Barra, é um lugar muito importante, onde há esporte, feira, venda de alimentos, artesanato e eventos esportivos. Por isso, precisa haver uma comunicação permanente entre a prefeitura e as pessoas que trabalham aqui, avisando aos feirantes, por exemplo, para não comprarem produtos e, de repente, não poderem montar suas barracas".