Candidata à Prefeitura do PT, Benedita da Silva, e sua bisneta Manu, de 8 anos, no Méier - Wagner Silva
Candidata à Prefeitura do PT, Benedita da Silva, e sua bisneta Manu, de 8 anos, no MéierWagner Silva
Por O Dia
A candidata à Prefeitura do Rio pelo PT, Benedita da Silva, esteve, nesta sexta-feira, pelas ruas do Méier, Zona Norte. A deputada federal chegou à rua Dias da Cruz acompanhada pelo marido, o ator Antonio Pitanga, e pela bisneta Manu, de 8 anos. Lá, a candidata começou o seu discurso recitando umas das criações mais lendárias de um dos mais ilustres filhos do Méier, João Nogueira.
“Não, ninguém faz samba só porque prefere. Força nenhuma no mundo interfere
sobre o poder da criação”, recitou a candidata.

Benedita também rendeu homenagens à juventude que produz cultura nas favelas e nos bairros de toda a cidade. “Vamos trazer de volta a força das lonas culturais, incentivá-las. Eu quero cultura na praça para todas as idades, inclusive a minha, e promover o empreendedorismo cultural para a nossa juventude. Aqui no Méier, aproveitar toda a vizinhança da Zona Norte, como as escolas de samba, o jongo da Serrinha, as velhas guardas que precisamos resgatar".

Ao enumerar as diversas formas de expressão cultural da Zona Norte, Benedita se comprometeu a incentivar o audiovisual e as atividades que estão morrendo na cidade, inclusive fanfarras e festivais. “Vamos apoiar a cultura na praça, os pontos de cultura, a cultura viva, com incentivos e criação de novas linhas de promoção de manifestações culturais geralmente tratadas marginalmente, como o funk, o passinho, toda a forte construção cultural da Zona Norte e da Zona Oeste".

A candidata do PT falou também da criatividade jovem nas favelas, muitas delas no entorno do Grande Méier. “Tem bailarinos que nunca frequentaram uma escola de arte, só mesmo sua criatividade, sua musicalidade, seu corpo. Isso faz bem para a mente da cidade, não é só entretenimento. Cultura é identidade. Como prefeita, quero unir a cidade investindo em cultura. Não tem essa história de cultura erudita ou popular, tudo é cultura porque fala de identidade das pessoas, de suas manifestações culturais, religiosas ou não, de suas etnias, do resgate de sua criatividade", afirmou Benedita.

Benedita disse que vai apoiar a volta das fanfarras nas escolas públicas e transformar o Imperator, casa de espetáculos do Méier, no "Canecão da Zona Norte", uma referência à mais famosa casa de shows da Zona Sul, em Botafogo, que fechou as portas há exatamente 10 anos. “Vamos recuperar os teatros, cinemas, inclusive aproveitar imóveis hoje inoperantes para colocar pontos de cultura", disse ela, em frente ao Imperator.

Por fim, Benedita seguiu para Madureira, onde caminhou pelo comércio do bairro, conversou com eleitores, fez comprinhas em uma banca de bijuteria e voltou a reverenciar a cultura carioca, desta vez na terra da Portela e do Império Serrano. “Madureira é muito importante. É da Cultura, do samba, do Império, da Portela. A cultura é muito diversificada. É preciso que a Zona Sul chegue à Zona Norte e à Zona Oeste para que a gente junte esse povo e, em uma só voz voz, cante o nosso sonho da liberdade e da cultura plena na nossa cidade", finalizou.