Candidata à Prefeitura do Rio pelo PSOL, Renata Souza, em campanha na Zona Oeste - Divulgação
Candidata à Prefeitura do Rio pelo PSOL, Renata Souza, em campanha na Zona OesteDivulgação
Por O Dia
A candidata à Prefeitura do Rio pelo PSOL, Renata Souza, esteve, nesta quarta-feira, nos bairros de Bangu e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Lá, a candidata criticou a ausência do poder público dentro das favelas cariocas.
“O nosso país sob a tutela do bolsonarismo e da incompetência do Crivella chegou a tal ponto que temos moradores de rua dentro das favelas cariocas. É mais uma mostra da incapacidade desses governos reacionários”, afirmou.
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Em conversa com apoiadores, Renata assegurou que reverterá o quadro com a construção de 100 mil casas e a oferta de forma gratuita ou com aluguéis a preços acessíveis. Para isso, a candidata afirmou que criará o programa Porto Moradia e a Imobiliária Carioca, com a qual a prefeitura atuará diretamente no mercado imobiliário para interferir no valor dos imóveis.

“O que temos hoje é absurdo, as pessoas não têm onde morar e as famílias vivem em condições precárias”, afirma. A candidata diz que sua meta é ousada e possível somente por meio de um modelo verdadeiramente popular. A prefeitura primeiro vai construir as casas. Depois, conforme a necessidade e o público, as dará a quem não tiver condições e esteja em situação de rua. Ao mesmo tempo, venderá ou alugará a preço bem acessível (bem abaixo do mercado) a quem tem alguma condição. Dessa forma, esse valor ajudará a financiar e expandir o programa.

A previsão de Renata Souza é gerar 142.800 empregos, dos quais 57.300 diretos e 85.500 indiretos. O Programa Porto Moradia vai transformar a região do Centro e a Zona Portuária, que, segundo a candidata, se encontra “abandonada e cheia de elefantes brancos” em uma área residencial com “vida urbana pulsante”.

Aos moradores com os quais conversou, Renata explicou que pretende usar o estoque de imóveis públicos com potencial de renovação do município.
“Os imóveis públicos vazios e subutilizados serão reconvertidos para fins de moradia por meio de programas de locação social, onde o valor do aluguel é subsidiado pela prefeitura (ficando vinculado à renda familiar e não ao valor de mercado do imóvel) e a família que reside tem o direito à moradia garantido pelo poder público, o que protege o locatário dos processos de gentrificação promovidos pelo mercado imobiliário”, explicou.