Crivella durante entrevista na Record Rio ontem pela tarde - Reprodução
Crivella durante entrevista na Record Rio ontem pela tardeReprodução
Por O Dia
Rio  - O prefeito e candidato à reeleição Marcelo Crivella (Republicanos) deu entrevista para a Record TV Rio na tarde desta quinta-feira. Seria um debate com a participação de Eduardo Paes (DEM), mas o rival não pôde comparecer ao debate.
Crivella passou boa parte do tempo fazendo denúncias ao rival e acusando-o de corrupção. Não pôde levar documentos, apesar de ter prometido que levaria dossiê inédito sobre Paes. Em temas como segurança pública, por exemplo, disse que a prefeitura precisa ter atenção redobrada com tráfico e milícia, especialmente na aquisição de imóveis do Casa Verde e Amarela.
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Crivella pôs a culpa das milícias na corrupção da polícia e aproveitou para falar que "há líderes políticos que estão condenados a mais de 200, 300 anos. A corrupção desmorona o respeito". O candidato, em vários momentos da entrevista, bateu bastante na tecla da perda de R$ 15 bilhões que teriam sido deixados como prejuízo na administração do rival Paes.
Pandemia
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O prefeito afirmou também que seu maior desafio é a pandemia do coronavírus e que, se dependesse de fazer Olimpíada, ele não teria sido eleito, porque não é um prefeito "festeiro". Afirma que "Deus lhe deu a missão" combater a pandemia e repetiu a frase que vem usando em seu horário político, de que é perigoso trocar o piloto em plena turbulência, pelo trabalho que ele afirma estar desenvolvendo durante a pandemia.
"Precisamos manter o serviço que estamos fazendo. Temos dois hospitais de campanha, comitê científico e emprestamos equipamento para 25 municípios do estado", disse, afirmando que o que "derrubou a primeira onda" foi manter os protocolos, e que não pensa em lockdown na cidade.
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"Em reunião com os prefeitos da área metropolitana I e II fomos unânimes em dizer que não precisamos de lockdown. Com o afastamento não fizemos isso. Não houve mortalidade nas atividades que ficaram abertas. As pessoas usaram máscara", conta.
O tema das dívidas que Crivella encontrou ao assumir o cargo voltou quando o prefeito foi perguntado sobre o asfalto da cidade. O candidato à reeleição disse que só conseguiu tratar do asfalto no fim do governo, por ter assumido a prefeitura tendo que pagar R$ 7 bilhões de dívidas de obras superfaturadas. Queixou-se das Escolas do Amanhã construídas por Paes. "Custaram um bilhão e eu tive que pagar. Daria para reformar mil escolas. Quando as pessoas querem fazer corrupção, fazem obras grandes", disse.
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O prefeito diz não ter se arrependido do aumento do IPTU e culpou o "período de intensa corrupção na época da Olimpíada" que gerou queda de arrecadação. "Mas já passamos essa fase pior. É justo que o carioca pague o IPTU de 2018", conta. Sobre limpeza urbana, elogiou o trabalho da Comlurb, e afirmou que a empresa recolhe "dez mil toneladas de lixo por dia". "Pedimos que as pessoas evitem jogar lixo nas ruas. A frota foi remodelada e não tem caminhão velho. Vamos mudar 450 mil luminárias da cidade e 11 mil delas vão ter câmera para vigiar melhor quem joga lixo na rua. Cinco mil terão identificação facial".
Resposta de Paes
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No Twitter, o rival de Crivella, Eduardo Paes (DEM) ironizou a entrevista de Crivella à Record. "Depois de dias anunciando que  apresentaria uma delação e um dossiê bombástico contra mim, o Crivella não apresentou nada. Era só mais uma fake news do Pai da Mentira para aumentar a audiência da TV do tio", escreveu.